Ao longo da história da teledramaturgia brasileira, muitas novelas de sucesso que marcaram gerações nasceram primeiro nas páginas de um livro.
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Adaptar romances para a televisão sempre foi uma forma de aproximar o grande público de obras literárias, recontando histórias em capítulos diários e acrescentando o dinamismo próprio da linguagem televisiva.
Confira abaixo as novelas que foram inspiradas em livros livros
Cabocla
Inspirada no romance homônimo de Ribeiro Couto, publicado em 1931, a novela “Cabocla” é um exemplo de como a literatura ruralista ganhou espaço na teledramaturgia. A história de amor entre a jovem Zuca e o advogado Luís Jerônimo, ambientada no interior do Brasil, foi adaptada duas vezes pela TV Globo: em 1979 e em 2004.
Ciranda de Pedra
Outro exemplo é “Ciranda de Pedra”, romance de Lygia Fagundes Telles publicado em 1954 e considerado uma das obras mais importantes da literatura brasileira contemporânea. A história, que mergulha nos conflitos familiares, na solidão e na busca por identidade, ganhou duas adaptações televisivas pela TV Globo: a primeira em 1981 e a segunda em 2008.
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Éramos Seis
“Éramos Seis”, inspirado no romance homônimo de Maria José Dupré, publicado em 1943, retrata a vida de uma família paulistana ao longo de várias décadas, com foco na trajetória de Dona Lola, uma mãe que enfrenta desafios e perdas enquanto tenta manter os filhos unidos. A força do enredo fez com que a história fosse adaptada diversas vezes para a televisão brasileira: em 1958, 1967, 1977, 1994 e, mais recentemente, em 2019 pela TV Globo, com Glória Pires no papel principal.
Escrava Isaura
Também “Escrava Isaura”, escrito por Bernardo Guimarães em 1875, ganhou vida em duas versões televisivas: a primeira em 1976, com Lucélia Santos, que alcançou projeção internacional, e a segunda em 2004, na Record, com Bianca Rinaldi. A trama sobre a luta de uma jovem escravizada pela liberdade continua sendo uma das narrativas mais lembradas da televisão brasileira.
Gabriela
Outro clássico literário que deixou sua marca na televisão foi “Gabriela, Cravo e Canela”, romance de Jorge Amado publicado em 1958. A obra inspirou duas versões para a TV, em 1975 e em 2012, ambas de grande repercussão. A personagem Gabriela, vivida por Sônia Braga na primeira adaptação e por Juliana Paes na segunda, tornou-se um ícone da sensualidade e da força feminina.
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O Cravo e a Rosa
Outro caso de sucesso é “O Cravo e a Rosa”. A novela, exibida em 2000 e já reexibida algumas vezes, foi escrita por Walcyr Carrasco e Mário Teixeira. Embora não seja uma adaptação literal, a novela é inspirada em “A Megera Domada”, de William Shakespeare, peça do século XVI. Na trama, ambientada nos anos 1920, Petruchio (Eduardo Moscovis) e Catarina (Adriana Esteves) vivem um jogo de provocações e embates amorosos que se inspira no clássico inglês.
Orgulho e Paixão
Em 2018, a Globo exibiu “Orgulho e Paixão”, novela de Marcos Bernstein livremente inspirada em diversas obras de Jane Austen, entre elas “Orgulho e Preconceito”, “Razão e Sensibilidade” e “Emma: A Abadia de Northanger” e “Lady Susan”. Ambientada no início do século XX, a trama recriou o universo das famílias tradicionais, casamentos arranjados e paixões improváveis em um contexto brasileiro, mesclando humor e romance de época.
Tieta
Outro grande sucesso foi “Tieta”, novela exibida em 1989 e inspirada no romance “Tieta do Agreste”, de Jorge Amado, publicado em 1977. A trama narra a história de Antonieta, expulsa ainda jovem de sua cidade natal por causa de seu comportamento considerado escandaloso, que retorna anos depois, rica e poderosa, para confrontar aqueles que a julgaram. Na televisão, vivida por Betty Faria, Tieta tornou-se um ícone da teledramaturgia.
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Dois Irmãos
Em 2017, a TV Globo exibiu a minissérie “Dois Irmãos”, baseada no romance homônimo de Milton Hatoum, publicado em 2000. A trama acompanha a conturbada relação dos gêmeos Yaqub e Omar, ambientada em Manaus ao longo de várias décadas, tendo como pano de fundo a memória familiar, o choque de culturas e as transformações sociais da região amazônica.
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