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Política

Debate sobre a sede própria da Câmara de Vereadores de Blumenau volta com novas propostas

Discussão que começou há 10 anos ganha fôlego com indicação de novos imóveis

26/07/2017 - 04h14 - Atualizada em: 21/06/2019 - 22h43

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Por Redação NSC

O ano era 2007. No dia 22 de novembro a Câmara de Vereadores recebia uma doação da prefeitura de Blumenau para poder construir a sede própria e deixar o prédio do Executivo. O terreno de 3,9 mil metros quadrados na Rua Professor Luiz Schwartz, próximo da Vila Germânica, passou por limpeza e chegou até a receber a pedra fundamental de um prédio que poderia abrigar o Legislativo blumenauense. E ficou por isso. Foi o mais perto que o sonho da casa própria dos vereadores chegou de sair do papel, há quase 10 anos. De lá para cá muito se falou e pouco avançou.

:: Poder público já gastou cerca de R$ 2,5 milhões com aluguel da Câmara de Vereadores de Blumenau

A discussão sobre a sede da Câmara Municipal de Blumenau é uma constante a cada novo grupo de vereadores que chega à Casa. O trabalho feito na legislatura anterior é engavetado e o debate se reinicia, ano após ano. Enquanto isso, desde 2013, o Legislativo paga um aluguel de R$ 60,7 mil (em valores atuais) pelo prédio situado na esquina da Rua XV de Novembro com a Alameda Duque de Caxias, a Rua das Palmeiras.

De molho desde 2015, o debate voltou à tona nas últimas semanas com novas propostas de parlamentares. Falou-se em verticalizar o casarão da Fundação Cultural, ocupar o prédio do antigo Besc na Rua XV, o antigo Fórum ao lado da prefeitura ou até mesmo um espaço público que hoje é um estacionamento próximo do endereço da Câmara.

Dos imóveis em estudo atualmente, Rosa coloca no topo da lista o da Fundação Cultural, que está em análise. A proposta gerou polêmica com a classe artística e, nos bastidores, a expectativa é de um parecer técnico negativo. Seria mais uma proposta arquivada para aumentar a lista que começou lá em 2007 com o imóvel cedido pela prefeitura e que chegou a custar R$ 112 mil aos cofres públicos com a elaboração de um projeto arquitetônico. Presidente da Câmara dez anos atrás e principal motivador da troca de sede naquela época, o ex-vereador José Luís Gaspar Clerici lamenta que a proposta nunca tenha andado:

— Lamentavelmente depois do projeto pronto os vereadores seguintes não deram andamento, veio a enchente de 2008 e o projeto foi arquivado. É um absurdo ter que pagar aluguel hoje em dia. Se a Câmara tivesse depositado todo mês o valor que paga em aluguel, já dava para comprar um terreno.

As indicações em debate:

Prédio do antigo Besc, na Rua XV de Novembro (Centro), sugerido por Alexandre Caminha (PROS)
Prédio do antigo Besc, na Rua XV de Novembro (Centro), sugerido por Alexandre Caminha (PROS)
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Prédio da Fundação Cultural de Blumenau (Centro)
Prédio da Fundação Cultural de Blumenau (Centro)
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Prédio da empresa têxtil Farbe, na Rua Engenheiro Paul Werner (Itoupava Seca), sugerido por Oldemar Becker (DEM)
Prédio da empresa têxtil Farbe, na Rua Engenheiro Paul Werner (Itoupava Seca), sugerido por Oldemar Becker (DEM)
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Antigo Fórum, ao lado da prefeitura (Centro), sugerido por Sylvio Zimmermann (PSDB)
Antigo Fórum, ao lado da prefeitura (Centro), sugerido por Sylvio Zimmermann (PSDB)
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OUTROS IMÓVEIS

Imóveis cedidos pela prefeitura de Blumenau:

* Terreno na Rua Professor Luiz Schwartz, na Velha, perto da Vila Germânica (em 2007)

* Terreno ao lado da rodoviária, na Itoupava Norte (em 2015)

Imóveis analisados após edital em 2015:

* Antiga Pudim Medeiros (Rua Bahia)

* Correia Materiais Elétricos (Rua 2 de Setembro)

* Blusoft (Rua 2 de Setembro)

*Antiga Semascri (Rua Capitão Santos, Garcia)

* Antigo Romeu Georg (Rua 2 de Setembro)

* Sulfabril, administração (Rua Itajaí)

* Brandili, administração (Via Expressa)

* Antiga Casa Royal (Rua 7 de Setembro)

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