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Impunidade

Decisão de Toffoli paralisa 35 investigações do Gaeco em Santa Catarina 

Os casos envolvem bilhões de reais, segundo o Procurador-Geral de Justiça Fernando Comin 

23/10/2019 - 20h05 - Atualizada em: 24/10/2019 - 08h17

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Renato
Por Renato Igor
Procurado-Geral de Justiça critica a decisão do STF
Procurado-Geral de Justiça critica a decisão do STF
(Foto: )

A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, de suspender todas as investigações que tenham partido de dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem prévia autorização da justiça atinge 35 casos apurados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) em Santa Catarina. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (23) pelo Procurador-Geral de Justiça, Fernando Comin, que comanda o Ministério Público/SC.

— Nós estamos aguardando uma modulação do STF. Há muita apreensão e corre-se o risco de se perder investigações que existem há mais de três anos. As investigações financeiras estão paralisadas. estamos falando de bilhões de reais. As investigações de grandes atos de corrupção também estão paralisadas — explica Comin.

O procurador- Geral preocupa-se, também, sobre o que vai valer daqui para frente:

— Tudo o que foi investigado até aqui será nulo? O que poderá ser convalidado? Não podemos desmotivar as equipes do Gaeco — conclui.

Lavagem

Durante a entrevista, o promotor de justiça disse, ainda, que "organizações criminosas internacionais estão lavando dinheiro no mercado imobiliário catarinense". Citou que o fato ocorre no Litoral Norte.

Devolução ao Executivo

Existe a possibilidade dos poderes devolverem mais recursos ao Poder Executivo até o final do ano.

— Há uma expectativa positiva de mais uma nova rodada de avaliação da situação para que possamos contribuir com o executivo , mas sem prejudicar o planejamento dos órgãos - explica Comin.

Os poderes devolveram no primeiro semestre R$108 milhões ao governo do Estado. O representante do MP/SC não comenta o valor que pode ser devolvido, mas há uma expectativa no Centro Administrativo de R$100 milhões.

Confira a entrevista com o Procurador-Geral de Justiça, Fernando Comin:

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