A Defesa Civil de Santa Catarina descartou, nesta terça-feira (5), a ocorrência de um tornado em São Joaquim, na Serra catarinense, na madrugada do último sábado (2). Com base em análises meteorológicas e vistorias em campo, o órgão concluiu que os estragos foram provocados por ventos intensos de caráter linear, e não por um sistema rotacional — como ocorre em tornados.
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“Em eventos de tornado, os danos geralmente se concentram em uma faixa estreita e contínua, com trajeto bem definido e queda de árvores e deslocamento de objetos em múltiplas direções. Esse padrão difere significativamente dos danos observados neste caso, que apresentam orientação predominante, sem indicação de rotação em superfície”, disse a Defesa Civil.
Veja imagens dos danos em são Joaquim
Qual fenômeno causou os estragos?
Segundo a Defesa Civil, os estragos foram provocados por correntes descendentes intensas (chamadas de downdrafts), ou seja, rajadas de vento fortes e de comportamento linear associadas à Linha de Instabilidade Severa — um sistema organizado de tempestades que se forma em faixa e avança de forma contínua por uma região.
Apesar disso, a análise meteorológica chegou a identificar indícios de rotação dentro da tempestade — o que indica potencial para formação de tornado. “Embora a presença de rotação na tempestade indicasse potencial para formação de tornado, a distinção entre esses fenômenos não pode ser realizada apenas com base em dados de radar, sendo essencial a avaliação dos danos em campo“, diz a Defesa Civil.

Defesa Civil explica demora em confirmar o fenômeno
A Defesa Civil destacou que a identificação de eventos como tornados exige um processo técnico que leva tempo. A análise envolve dados de radar, imagens de satélite e vistorias em campo, com mapeamento detalhado das áreas atingidas.
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“A confirmação de um fenômeno dessa magnitude não é imediata e segue um protocolo técnico consolidado, baseado na combinação de duas etapas complementares: a análise meteorológica e a avaliação detalhada dos danos em campo. Esse processo exige tempo, equipe especializada e o uso de equipamentos específicos, garantindo uma conclusão segura e fundamentada”, diz a Defesa Civil.
Estragos em São Joaquim
Em São Joaquim, o temporal provocou estragos no interior do município. As áreas mais afetadas foram Pericó, Monte Alegre e Bentinho, onde houve registro de quedas de árvores, vento forte, e granizo.
Imagens feitas após o temporal mostram estragos nas plantações de maçã, uma semana do início da Festa Nacional da Maçã. Também houve queda de árvores do tipo araucária e destelhamentos de casas e galpões, o que provocou prejuízos principalmente para agricultores e produtores rurais.






