A decisão de primeiro grau que impede o cirurgião-dentista Anderson Luiz Nilton da Silva, que atua em Florianópolis, de realizar rinoplastia e outros procedimentos exclusivos da medicina foi mantida pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).
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A ação foi movida pelos Conselho Regional de Medicina (CRM) e Conselho Regional de Odontologia (CRO), ambos de Santa Catarina.
Os dois órgãos afirmaram que Anderson Luiz Nilton da Silva fazia procedimentos estéticos e cirúrgicos não permitidos para dentistas, principalmente a rinoplastia — conhecida popularmente como cirurgia plástica do nariz. Em caso de descumprimento, a multa é de R$ 20 mil.
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No acórdão, a desembargadora federal Eliana Paggiarin Marinho destacou dois pontos:
- a legitimidade do CRM para fiscalizar a prática da medicina;
- e a norma do Conselho Federal de Odontologia, que define os limites da atuação dos dentistas e proíbe procedimentos como rinoplastia, que não fazem parte da formação em odontologia.
“A decisão consolida uma importante vitória do CRM-SC, que atuou de forma conjunta com o Conselho Regional de Odontologia de Santa Catarina (CRO-SC) em ação judicial proposta em 2021, com o objetivo de coibir o exercício ilegal da Medicina”, afirma uma nota do CRM de Santa Catarina.
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O NSC Total tenta contato com a defesa do profissional, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto.
Relembre o caso
O processo começou em 2021, na Vara Federal de Florianópolis. Publicações feitas pelo próprio dentista nas redes sociais foram usadas como prova de que ele realizava procedimentos não permitidos.
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Em maio de 2023, a clínica de estética do cirurgião-dentista, especializada em harmonização facial e corporal, teve o funcionamento suspenso pelo Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) em Florianópolis.
O estabelecimento ficava em uma área nobre da cidade, em frente à Avenida Beira-Mar Norte. Na época, o Procon informou que encontrou produtos adulterados e sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), além de substâncias vencidas.
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Em 19 de abril do mesmo ano, a clínica já havia sido alvo de uma ação da Vigilância Sanitária de Florianópolis.
Na ocasião, fiscais encontraram no depósito de lixo embalagens do produto original para harmonização facial, à base de ácido hialurônico, com seringas soltas dentro da caixa e já com agulhas.
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Segundo o órgão, o produto sai de fábrica sem agulhas e com lacre de segurança na ponta da seringa. Produtos vencidos e medicamentos também foram apreendidos no local.
*Com informações do g1.
