Filipe Luís, lateral do Flamengo
(Foto: Raul Pereira, Fotoarena, Folhapress, BD, 2/10/2019)

A temporada do futebol brasileiro se aproxima do fim e ela tem sido especial para os flamenguistas. O mais querido do Brasil, como cantam os torcedores rubro-negros, vive momento singular. Neste fim de semana a maior torcida do país pode festejar a conquista de dois dos maiores títulos do esporte bretão no continente: a Copa Libertadores da América e o Campeonato Brasileiro. E Santa Catarina tem ligação direta com este momento. Mais precisamente pelo lado esquerdo do campo, com o lateral Filipe Luís.

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Natural de Jaraguá do Sul, no Norte do Estado, e revelado nas categorias de base do Figueirense, o jogador de 34 anos é peça fundamental no esquema do técnico português Jorge Jesus. Porém, quando chegou ao clube, despertou a desconfiança na torcida.

O lance do camisa 16 correndo atrás do atacante Gilberto em um dos gols na derrota por 3 a 0 para o Bahia, em 4 de agosto, na Fonte Nova – a única do time sob o comando de Jesus no Campeonato Brasileiro – colocou interrogações na cabeça do torcedor sobre as condições do lateral.

Há 38 anos, esse cenário era parecido. O Flamengo encantava o Brasil e a América do Sul com o time que tinha craques como Zico, Leandro, Andrade, Júnior e Adílio, que conquistou a Libertadores e, posteriormente, o Mundial de Clubes. Naquele esquadrão, um catarinense também ajudou a escrever a história vitoriosa. Curiosamente também pela esquerda: com o ponta Lico.

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Lico atuando pelo Flamengo contra o River Plate, na Libertadores de 1982 (Foto: Arquivo Pessoal)

Natural de Imbituba, no Sul de SC, o jogador se destacou no Joinville e atraiu a atenção dos dirigentes cariocas. Chegou ao clube em 1980, aos 28 anos. Não vingou de imediato. Voltou ao JEC no começo de 1981, emprestado. Em maio daquele ano retornou à Gávea. E na campanha exitosa da Libertadores ganhou espaço no time e consagrou-se com a camisa rubro-negra.

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Aos 68 anos, Lico diz que gosta de ver o time atual em ação, e usa da mesma habilidade com que driblava adversários para fugir das comparações com o time de 1981:

O time joga um futebol alegre, agradável de ver e ofensivo. Mas não tem como comparar. São épocas muito diferentes.

Questionado sobre quem do elenco atual jogaria no esquadrão de 1981 é categórico para dizer que ninguém, e com o mesmo trato refinado que tinha com a bola escolhe bem as palavras para justificar:

– As características dos dois times são muito diferentes. No time de 1981, todos os jogadores tinham nível para jogar na Seleção Brasileira. Hoje o Flamengo é o melhor time tecnicamente, mas o melhor jogador é o treinador. É a partir das ideias de jogo dele que a qualidade dos jogadores aparece.

Pronto para ser campeão

Com a experiência de quem anotou um gol contra o River Plate, no Monumental de Nuñez, pelas semifinais da Libertadores de 1982, Lico profetiza:

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O Flamengo está pronto para ser campeão brasileiro, da Libertadores e do mundo.

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(Foto: Arte)

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