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    Descontente com a Casan, prefeito de Florianópolis ameaça romper contrato  

    Declaração foi feita durante lançamento do programa Trato pelo Capivari para reduzir poluição de rio no bairro dos Ingleses. 

    08/11/2019 - 14h17 - Atualizada em: 08/11/2019 - 15h30

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    Por Juliana Gomes
    Diorgenes Pandini/Diário Catarinense
    (Foto: )

    O prefeito de Florianópolis Gean Loureiro afirmou na manhã desta sexta-feira (8) que pode romper o contrato com a Companhia de Águas e Saneamento (Casan). Ele se mostrou indignado com problemas na fiscalização de esgoto irregular e a demora para conclusão da estação de esgoto dos Ingleses. Loureiro também acusou a companhia de danificar o asfalto da cidade para corrigir vazamentos de água.

    — Não temos o desejo de romper, mas eu deixei muito claro, se a Casan não tomar as providências, vamos buscar outro caminho. A prefeitura não pede favor para a Casan, ela está sendo remunerada pelo serviço, que deveria ter sido feito de maneira mais adequada. Eles não terminaram o projeto que estava previsto para ser concluído no final do ano, da subestação de tratamento dos Ingleses, que permitira ter uma unidade de recuperação ambiental — declarou.

    A presidente da Casan Roberta Maas dos Anjos disse que as demandas do prefeito serão analisadas pela diretoria.

    —As cobranças sempre são sadias. A Casan hoje vem com uma cultura diferente. A gente até prefere que os prefeitos manifestem as inquietações dos municípios.. Agora, vamos trabalhar para sanar as demandas que a prefeitura nos passa — informou.

    Fiscalização

    De acordo com a administração, o município repassa anualmente R$ 400 milhões para a Casan. As declarações do prefeito foram feitas no lançamento do programa Trato pelo Capivari, que será liderado pela Casan, a pedido da prefeitura, para conscientizar e reduzir a contaminação do Rio Capivari, nos Ingleses.

    Conforme a administração, 53,2% das ligações de esgoto do bairro têm alguma irregularidade. Fiscais e assistentes sociais vão atuar durante oito meses para conscientizar a população e fiscalizar a destinação irregular de esgoto. Uma licitação já está em andamento e no dia 26 de novembro será definida a empresa que executará o trabalho.

    — Vão ser fiscalizadas todas as saídas e o descarte que é feito diretamente no rio, pra ver se têm esgoto. Mais de 50% é irregular, estamos falando de 3 mil ligações (no bairro), estamos falando de condomínios inteiros, de comércios inteiros, que vamos exigir providência imediata — prometeu.

    Tratamento de esgoto

    O programa Trato pelo Capivari é parte do Sistema de Esgotamento Sanitário que está sendo construído no bairro dos Ingleses. A previsão é de que comece a operar em 2020, com investimento de R$ 84 milhões. Até agora, 80% da rede coletora foi implantada.

    — Sabemos que só isso (o programa Trato pelo Capivari) não vai resolver o problema por completo, é necessário a URA. Nesse sentido, exigi que já em janeiro seja lançado edital de licitação da Unidade de Recuperação Ambiental dos Ingleses, como foi feito no Rio do Braz, na Beira-mar — declarou.

    Loureiro acusou a Casan ainda de danificar o asfalto da cidade para consertar vazamentos de água e disse que não vai aceitar reparo mal feito nas ruas.

    — Muitas vezes, a Casan quer discutir que ela faz uma cobertura de qualquer jeito. (...) há que se dimensionar corretamente a pressão d'água em alguns pontos, para evitar que estourem. Se tiver que fazer (o conserto), que se faça a correção completa. Não podemos aceitar correção meia-boca — afirmou.

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