A taxa média de desemprego fechou o ano de 2025 em 5,6%, o menor número desde o início da série histórica, em 2012. No ano anterior, 2024, o índice de desocupação havia sido de 6,6%. Os números foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Continua depois da publicidade

A taxa de desemprego do último ano teve redução ainda maior quando comparada com o ano de 2019, o último antes da pandemia de Covid-19, período em que a desocupação registrou 11,8% no país. O último trimestre do ano passado teve taxa de desocupação de 5,1%.

O novo recorde de desemprego baixo no país chama a atenção por ocorrer em um período em que a taxa Selic está em 15% ao ano, maior faixa dos últimos 20 anos. Em tese, os juros altos aumentam o custo do crédito e fazem empresas retraírem investimentos e contratações, mas os dados baixos de desemprego indicam que mesmo neste contexto a atividade econômica segue acelerada. Este é um dos motivos que tem levados membros da equipe econômica do governo federal a pressionarem por uma redução na taxa de juros.

A proporção de população desocupada terminou o ano em 6,2 milhões no país, cerca de 1 milhão a menos do que o registrado em 2024. Já o número de pessoas ocupadas chegou a 103 milhões em 2025, maior patamar da série histórica que teve início em 2012. Em relação a 2024, a alta foi de 1,7%.
O rendimento médio dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.560, 5,7% a mais do que o registrado em 2024 — ou R$ 192 a mais nos vencimentos.

Quando analisados os setores com maior alta na taxa de emprego, o setor de informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas registrou o maior avanço percentual, com acréscimo de 6,8% em relação a 2024. Já a área com maior número absoluto de pessoas ocupadas é o de comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas, que empregou 19,5 milhões de pessoas no país em 2025.

Continua depois da publicidade

* Com informações do portal g1