O desemprego no Brasil subiu para 6,1% em março, mas o índice é o menor para o período em 14 anos. Apesar do fim das vagas temporárias, os dados do IBGE revelam um mercado resiliente e em franca recuperação.
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Na comparação anual, a queda de 0,9 ponto percentual confirma o fôlego da economia nacional. O cenário consolida uma trajetória de estabilidade com ocupação em níveis recordes para o país.
Quais setores puxaram a queda na ocupação
Esse aumento no desemprego, que agora atinge 6,6 milhões de pessoas, é explicado pelo fim dos contratos temporários de virada de ano.
O impacto foi maior em três áreas; os setores de administração pública, saúde e educação, que perderam 439 mil postos; o comércio, com recuo de 287 mil vagas; e o trabalho doméstico, com a saída de 148 mil profissionais.
Qual o salário médio chega a R$ 3,7 mil
O destaque positivo do relatório é a valorização da renda. O rendimento médio real do trabalhador atingiu o recorde de R$ 3.722, alta de 5,5% em um ano.
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Esse ganho elevou a massa salarial do país para R$ 374,8 bilhões, garantindo a manutenção do poder de compra e sustentando o ritmo da economia nacional mesmo com o ajuste temporário nas vagas.
Queda na informalidade
O mercado formal mostra resiliência, com o número de empregados com carteira assinada estável em 39,2 milhões. A taxa de informalidade caiu para 37,3%, superando os índices de 2025.
Outro sinal de otimismo é a redução de 15,9% no grupo de pessoas que haviam desistido de procurar trabalho; hoje, 2,7 milhões de brasileiros voltaram a buscar uma oportunidade no mercado.






