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Desocupação cai, mas SC ainda tem 231 mil pessoas sem emprego

Dados do Estado foram divulgados nesta quinta-feira, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), do IBGE

15/08/2019 - 15h59 - Atualizada em: 15/08/2019 - 21h15

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Larissa
Por Larissa Neumann
(Foto: )

Santa Catarina registrou no segundo trimestre (abril, maio e junho) deste ano a menor taxa de desocupação frente outros Estados, com 6%. É a metade da média brasileira, que está em 12%. A estimativa do IBGE, divulgada nesta quinta-feira por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C), aponta queda de 1,2% em relação ao total apurado no primeiro trimestre. Ainda assim, 231 mil pessoas seguem desocupadas no Estado. Segundo o IBGE, no primeiro trimestre a população sem emprego somava 277 mil pessoas.

A população em idade para trabalhar em Santa Catarina é estimada em 5,9 milhões de pessoas. Conforme cálculos do IBGE, em relação ao segundo trimestre do ano passado, houve aumento de 68 mil indivíduos aptos a trabalhar no Estado, porque completaram 14 anos. Atualmente cerca de 2 milhões de pessoas estão fora da força de trabalho no Estado. O IBGE ainda estima que, no segundo trimestre, 47 mil pessoas procuravam trabalho há dois anos ou mais – representando um total de 20,5% das 231 mil pessoas desocupadas.

Ainda assim, conforme o levantamento, o Estado tem o terceiro melhor nível de ocupação entre as demais unidades da federação. É um aumento de 0,4% em relação ao período anterior, apesar de ter caído uma posição no ranking, ficando atrás do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

São consideradas pessoas desocupadas as com idades a partir de 14 anos, que não exerciam atividade na semana de referência da pesquisa, mas que procuraram emprego nos últimos 30 dias e que estavam disponíveis para assumir uma vaga se aparecesse imediatamente.

Leia mais: Santa Catarina tem o menor percentual de trabalhadores na informalidade

Florianópolis é a capital com menor taxa de desocupação

Entre as capitais analisadas, Florianópolis apresentou a menor taxa (7,5%) de desocupação entre as demais. O IBGE aponta redução de 2% em relação ao primeiro trimestre de 2019, ganhando quatro posições nesta comparação. Em seguida vieram Goiânia (7,9%), Campo Grande (8,0%) e Porto Alegre (8,8%).

A pesquisa ainda revela que, apesar do incremento de 15 mil pessoas com carteira assinada no mercado de trabalho catarinense, o Estado teve redução de 0,5% desse índice em comparação ao primeiro trimestre desse ano. Ainda assim, em comparação aos demais Estados, SC registrou o maior percentual (87,6%) de pessoas com carteira assinada no setor privado. O Rio Grande do Sul (83,2%) e o Rio de Janeiro (81,8%) aparecem em seguida.

Alta no número de desalentados

Em comparação ao primeiro trimestre do ano e ao segundo trimestre de 2018, Santa Catarina teve crescimento no total de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho) no segundo trimestre desse ano, ficando em 0,9%. Ao todo, são 35 mil pessoas nessa condição, segundo a pesquisa, acréscimo de 2 mil pessoas. Em seguida aparece Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Mato Grosso.

A pesquisa ainda aponta que, em comparação ao primeiro trimestre de 2019, houve aumento de 28 mil pessoas no total de trabalhadores que atuam por conta própria no Estado. Ao todo, 22,1% da força de trabalho de SC está nessa condição, ou seja, 798 mil pessoas. Atualmente o Estado caiu uma posição e possui a quarta menor taxa nesse índice. O Distrito Federal registrou o menor percentual, 19,6%.

Por fim, o levantamento ainda atualizou o rendimento médio habitualmente recebido em SC, que está em R$ 2,4 mil — o sexto maior entre os Estados. A média ficou R$20 menor que o primeiro trimestre de 2019. No Brasil, o rendimento ficou em R$ 2,2 mil.

O economista e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), João Rogério Sanson, explica que os dados de ocupação, que incluem também atividades informais, retratam de forma mais imediata as mudanças na economia do que os índices de desemprego, mas pontua que de forma geral o cenário atual ainda é dominado pela incerteza.

Na avaliação dele, se de um lado há otimismo com a aprovação das reformas - que no entanto não trazem reflexo econômico imediato -, de outro há o possível quadro de crise internacional que pode impactar no cenário econômico do país e, consequentemente, do Estado.

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