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    Acima da média

    Dia Nacional de Combate ao Colesterol: SC tem o quarto índice mais alto do Brasil 

    13,3% da população de Santa Catarina está com o colesterol elevado, de acordo a Pesquisa Nacional de Saúde

    08/08/2019 - 05h35 - Atualizada em: 08/08/2019 - 07h04

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    Por Camila Levien
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    (Foto: )

    Em Santa Catarina, 13,3% da população está com o colesterol elevado. O percentual está acima da média nacional, que aponta essa situação presente em 12,5% dos brasileiros. No cenário nacional, o Estado está em quarto lugar, atrás de Minas Gerais, Sergipe e Rio Grande do Norte.

    Os dados são da última Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 2013, e lançam um motivo a mais para os catarinenses se engajarem a mudar de hábitos nesta quinta-feira (8), quando é celebrado o dia Nacional de Combate ao Colesterol.

    O colesterol alto é um fator de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), as doenças cardiovasculares matam cerca de 400 mil brasileiros todos os anos.

    Somente neste ano, estima-se que aproximadamente 240 mil pessoas tenham morrido por esse motivo. Entretanto, apesar dos riscos, os dados indicam que esta não é uma preocupação para muita gente.

    Uma pesquisa lançada na última semana pela SBC constatou que 41% dos brasileiros não se preocupam com as taxas de colesterol e 11% nunca fizeram o exame na vida. Além disso, 89% dos entrevistados acreditam que todas as pessoas precisam realizar o exame de colesterol, mas quase a metade (47%) fez o exame pela última vez há mais de um ano ou nunca o fez.

    O estudo também trouxe outro dado preocupante: 49% dos entrevistados não sabem a duração correta de um tratamento para baixar o colesterol e a necessidade acompanhamento médico. O levantamento foi feito com 850 pessoas acima de 25 anos, em todo o Brasil apontou ainda que 67% das pessoas não sabem a taxa atual de colesterol e 65% desconhece especificamente o LDL, popularmente chamado de colesterol ruim.

    A SBC mantém como ideal é ter o Colesterol Total abaixo dos 200mg/dl, o LDL (colesterol ruim) abaixo dos 100 mg/dl e o HDL (colesterol bom) acima dos 40 mg/dl nos homens e acima de 50 mg/dL no caso das mulheres.

    Vilão X Mocinho

    O médico cardiologista, Arthur Herdy, comenta que na verdade não existe colesterol bom ou ruim e sim uma função para cada lipoproteína que está presente no nosso corpo. Os tipos mais conhecidos são o LDL, lipoproteína de baixa densidade, popularmente conhecida como colesterol ruim e HDL lipoproteína de alta densidade, o chamado colesterol bom.

    — O LDL é responsável por fazer o trabalho de levar a gordura do nosso fígado para as células e o HDL que faz o processo contrário e leva de volta ao fígado essa gordura para ser eliminado pelo corpo — explica Arthur

    O cardiologista ressalta que o colesterol em si não é causador de doença ele sofre um processo de degradação, chamado no meio científico de oxidação e quando isso ocorre passa por esse processo passa a ser danoso,especialmente para as artérias.

    — Isso em geral ocorre com o LDL colesterol, por que o nosso sistema de defesa transforma ele alvo e entende que precisa eliminar essas moléculas, desenvolvendo um processo inflamatório o que acaba formando as placas que obstruem as artérias, causando a Aterosclerose — esclarece o médico

    Por isso o médico destaca a necessidade do trabalho de diagnóstico e prevenção. Segundo ele já é possível saber desde cedo se existe ou não uma predisposição do colesterol elevado causar a doença

    — Hoje temos dois exames, por exemplo, que veem a espessura das artérias carótidas que são do nosso pescoço e levam o sangue para o cérebro e o escore de cálcio nas artérias coronárias. Esses dois exames já mostram se há a formação de placas já nessas artérias. — diz Herdy

    O médico comenta que a elevação do colesterol não equivale necessariamente tratamento com remédios, mas significa que a pessoa deverá adotar alguns cuidados que são recomendações que já deveriam ser parte do dia-a-dia pela população em geral como melhorar a alimentação, fazer atividade física e manter peso adequado.

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