Quem viaja pelas rodovias federais vai notar uma mudança no GPS. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) começou a mapear os colégios localizados às margens das BRs em todo o país para criar “zonas de atenção escolar” dentro do aplicativo Waze. O sistema emite avisos sonoros e visuais nos celulares dos motoristas para indicar a proximidade de crianças e exigir a redução imediata da velocidade. A iniciativa atua de forma preventiva antes mesmo que o condutor consiga avistar a movimentação na pista. Inicialmente, o órgão federal já cadastrou 279 instituições de ensino que ficam em áreas consideradas vulneráveis.
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Como funciona o alerta no Waze
O monitoramento funciona por meio do cruzamento de dados de geolocalização. O DNIT mapeia as coordenadas exatas das escolas e combina essa informação com o histórico de acidentes graves e atropelamentos registrados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Os pontos com maior índice de perigo entram em um ranking de prioridade. Essa base de dados é transmitida para o aplicativo de navegação pelo programa Waze for Cities. Quando o motorista se aproxima do perímetro escolar, o aplicativo envia uma notificação na tela e um aviso por voz, orientando o condutor a redobrar o cuidado com travessias, embarque e desembarque.
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Para o usuário não é preciso baixar nenhuma ferramenta extra ou mudar as configurações, os alertas aparecem de forma automática na tela durante o trajeto, desde que o aplicativo esteja atualizado.
Onde ficam as zonas de atenção
Os primeiros pontos ativos se concentram no entorno das instituições que participam do programa Conexão DNIT, projeto de educação que está em 98 municípios espalhados pelo país. Embora a lista com os trechos exatos de cada BR ainda não tenha sido divulgada publicamente pelo governo, estados com malhas rodoviárias movimentadas e histórico de ações escolares do órgão, como Santa Catarina, Paraná, Goiás e o entorno do Distrito Federal, servem de ponto de partida para a tecnologia.
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As áreas escolhidas levam em conta fatores de risco específicos das rodovias, como a velocidade elevada dos veículos, a visibilidade reduzida em curvas ou descidas e o fluxo intenso nos horários de entrada e saída dos alunos.
“Quando somamos a presença dos estudantes à limitação de visibilidade em determinados trechos das rodovias, fica evidente a necessidade de medidas preventivas e antecipatórias. Crianças e adolescentes estão entre os usuários mais vulneráveis do trânsito”, explica o coordenador de Multas e Educação do DNIT, Julio Pellizzon.
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Expansão do mapeamento nas BRs
A integração com os aplicativos de mobilidade faz parte de uma estratégia alinhada aos princípios internacionais da Visão Zero, que defende que nenhuma morte no trânsito é aceitável e que o sistema viário precisa ser projetado para proteger os pedestres.
O plano do DNIT é expandir o mapeamento de forma gradual ao longo de 2026. O modelo de classificação vai incluir novas escolas públicas e privadas situadas perto das rodovias federais, priorizando os trechos pelo volume de matrículas e pela gravidade dos registros de sinistros anteriores. Além dos avisos digitais no GPS, o levantamento deve servir de base para futuras intervenções físicas nas pistas, como a instalação de passarelas, redutores de velocidade e reforço na sinalização vertical.
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*Com edição de Luiz Daudt Junior.

