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Justiça

Dois homens são condenados por explosão de muro e tiroteio em plano de fuga da penitenciária de Joinville

Plano frustrado foi o segundo para tentar "resgatar" o Calango, depois de sequestro de helicóptero em Penha

18/02/2021 - 15h04

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Cláudia
Por Cláudia Morriesen
foto mostra polícia entrando na penitenciária de joinville no dia da tentativa de invasão
Tentativa de invasão levou a uma força-tarefa da polícia em todas as unidades prisionais de Santa Catarina
(Foto: )

Um homem foi absolvido e dois homens foram condenados em um julgamento pela tripla tentativa de homicídio de três vigilantes da Penitenciária de Joinville. O caso ocorreu em 2018, quando nove pessoas tentaram explodir o muro da penitenciária, no bairro Paranaguamirim, em um plano para liberar o detento Paulo Henrique Artmann dos Santos, o "Calango".

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O julgamento começou às 9 horas. Eles foram julgados porque, durante a tentativa de invasão, três agentes prisionais que estavam numa guarita próxima ao local da explosão reagiram a tiros contra o grupo. Com isso, os homens fizeram vários disparos contra os agentes penitenciários, que não se feriram. Segundo o Ministério Público (MP), esta tentativa de homicídio aos agentes foi cometida por motivo torpe.

O promotor pediu absolvição dos acusados nas três tentativas de homicídio. Um deles foi absolvido das acusações neste julgamento. Outro réu foi condenado a seis anos e oito meses de reclusão em regime fechado por participação em organização criminosa e o terceiro réu foi condenado a sete anos e quatro meses em regime fechado, pelo mesmo crime.

Em fevereiro do ano passado, outros sete réus foram à julgamento pelo mesmo episódio e foram condenados, se somadas as penas, a mais de 230 anos de reclusão, todos em regime fechado.

Calango e as duas tentativas de fuga

O detento que estava aguardando o "resgate", Paulo Henrique Artmann, tinha 29 anos na época. Ele estava preso por tráfico de drogas, com uma condenação a 17 anos em regime fechado. Por causa desta tentativa frustrada de fuga, ele foi condenado a mais 41 anos e 1 mês. As penas dos outros participantes do crime ficaram definidas entre 36 anos e 10 meses e 27 anos e 4 meses.

Poucos meses antes, Calango já havia tentado fugir da prisão em outro plano frustrado: um helicóptero foi locado em Penha e sequestrado. Antes de chegar à Penitenciária de Joinville, onde iria planar para que ele subisse por uma escada, o helicóptero caiu, causando a morte de três pessoas — entre elas o piloto Antônio Mário Franco Aguiar e o auxiliar Bruno Siqueira — e deixando um ferido.

Relembre o plano do grupo

O episódio aconteceu na madrugada de 13 de agosto de 2018. O grupo dirigiu-se aos fundos da Penitenciária Industrial de Joinville e colocou um artefato explosivo no muro do estabelecimento prisional e, depois, o detonou. Houve apenas destruição parcial do muro, mas o grupo não conseguiu invadir a unidade prisional.

Segundo a denúncia do MP, três agentes prisionais que estavam numa guarita próxima ao episódio revidaram e, com isso, o grupo efetuou vários disparos contra os agentes penitenciários, mas eles não se feriram. 

No momento da explosão, dois detentos estavam focados em causar tumulto dentro da unidade, distraindo um dos vigilantes durante a execução do plano e, assim, tentar deixar a cela de Calango aberta. Um dos homens que participou da ação foi baleado e morreu à caminho do hospital. Todos os réus foram encontrados e presos.

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