nsc
    dc

    Bom momento

    Dólar alto favorece o agronegócio catarinense

    Produtores de grãos tiveram recuperação nos preços neste final de ano

    07/12/2019 - 06h05

    Compartilhe

    Darci
    Por Darci Debona
    Imigrantes venezuelanos
    Hernan Perez e Genesis Hoyos são venezuelanos que foram contratados por agroindústria de Chapecó
    (Foto: )

    Além das carnes o dólar alto também beneficia outros setores, como a soja e o milho. A cotação do milho para o produtor, que estava em torno de R$ 30 a saca em maio, chegou a R$ 40 em dezembro, em Chapecó. A saca de soja, que estava em R$ 70, agora está próximo de R$ 80.

    Para o vice-presidente da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina, Enori Barbieri, o momento é bom para o agronegócio, com exceção do leite.

    – O agro está otimista, o ano começou ruim, mas tivemos uma recuperação de preços tanto nas carnes quanto nos grãos. Além das exportações de carnes, o dólar beneficiou a alta na soja e no milho. A liberação do FGTS ajudou a melhorar o consumo e o preço do arroz também subiu. É lógico que tem um aumento de custos na alimentação. Mas para a economia dos municípios isso é bom, pois vai gerar mais receitas – projeta Barbieri.

    Um exemplo do impacto positivo do agronegócio é Chapecó. Acidade de 220 mil habitantes ocupa a 13ª posição no ranking nacional do saldo de empregos: entre o número de vagas criadas e os postos de trabalhos perdidos, o município acumula 5.577 vagas em 2019.

    Esse número é puxado principalmente pelas agroindústrias, que em 2018 deram férias coletivas e até demitiram, mas que em 2019 retomaram abates e ampliações. Essas ampliações também movimentam outro setores, como serviço, construção civil e comércio.

    Ainda não é assinante? Assine e tenha acesso ilimitado ao NSC Total, leia as edições digitais dos jornais e aproveite os descontos do Clube NSC.

    Deixe seu comentário:

    Últimas notícias

    Loading... Todas de Economia

    Colunistas