O empresário Aroldo Carvalho Cruz Lima, de 58 anos, foi absolvido pelo tribunal do júri do crime de homicídio. O julgamento ocorreu na quinta-feira (28), em Florianópolis. Aroldo é CEO do Grupo Novo Brasil, que, entre outros negócios, administra a casa de festas P12, em Jurerê Internacional.
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Ele esteve envolvido no acidente que matou Rafael de Lucca Geraldo e Vitor Hugo Marins Filho na Avenida Beira-Mar Norte, em 2002. Os jurados reconheceram a materialidade do crime, assim como a autoria de Aroldo, mas optaram por absolver o réu.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou que uma das testemunhas de Aroldo fosse julgada por falso testemunho. Os jurados absolveram o homem pelo suposto crime.

Além disso, uma acusação de lesão corporal grave relacionada ao acidente foi protocolada pelo MPSC. Contudo, devido à prescrição, o julgamento por esse crime não foi realizado.
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Outros dois julgamentos já haviam sido realizados sobre o caso anteriormente, mas tiveram resultado anulado. Em manifestação nas redes sociais, um dos promotores do caso, Jonnathan Augustus Kuhnen, afirmou que vai recorrer da decisão.
— Ainda não acabou! Se Deus quiser, nos encontraremos em breve e traremos de volta a justiça anteriormente feita! Quantas vezes forem necessárias — afirmou Kuhnen.
Procurada pelo NSC Total, a defesa de Aroldo, representada por Gustavo Scandelari, afirmou que a acusação “nunca deveria ter existido”, pois o empresário não foi o causador do acidente.
— Desde o início estava claro e provado que ele não conduzia embriagado e não colidiu contra o Audi. Foi este carro que invadiu a pista dele, colidindo contra seu carro, perdendo controle e, em seguida, colidindo contra o poste – esta última colisão a que resultou na morte dos jovens. Ou seja, Aroldo nunca foi responsável por este fato, mas mesmo assim prestou todo o suporte necessário às famílias das vítimas — concluiu o advogado.
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Empresário é absolvido em Florianópolis; relembre o acidente
O acidente ocorreu em 15 de setembro de 2002, na Avenida Beira-Mar Norte, e envolveu uma BMW X5 FB31, dirigida por Aroldo, e um Audi A3, onde estavam Rafael e Vitor, ambos com 23 anos na época. Os jurados entenderam que o empresário provocou o acidente quando colidiu no veículo.
Após a colisão, o Audi também bateu em um poste. O acidente resultou na morte de Rafael e Vitor. O MPSC alegou que Aroldo provocou o acidente ao conduzir o veículo embriagado. A defesa, por outro lado, alega que nunca houve prova da embriaguez.
Os jovens haviam saído da casa noturna Café Cancun, da qual Aroldo era um dos proprietários. O empreendimento fechou em 2005.
Aroldo ainda colidiu contra outro veículo, modelo Golf, onde estava um jovem de 22 anos, que ficou ferido.
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