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    Lava-Jato

    Dono do sítio de Atibaia pede à Justiça para vender imóvel

    Fernando Bittar afirma que iniciativa de venda será mais benéfica que o leilão 

    22/04/2019 - 20h06

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    Por Folhapress
    Sítio de Atibaia, em São Paulo
    A defesa de Bittar sugere que o dinheiro levantado com a venda por conta própria vá para uma conta judicial
    (Foto: )

    O empresário Fernando Bittar, dono do sítio que era frequentado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Atibaia, interior de São Paulo, pediu à Justiça Federal para vender a propriedade rural que foi pivô da segunda condenação penal do petista na Lava-Jato.

    Em petição encaminhada ao juiz Luiz Bonat nesta segunda-feira (22), a defesa de Bittar, também condenado no processo, afirma que a iniciativa de venda será mais benéfica à Justiça do que um eventual leilão, no qual poderia haver deságio.

    A juíza Gabriela Hardt, que substituiu interinamente Sergio Moro à frente dos casos da Lava-Jato na 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná, determinou na sentença, em fevereiro, o sequestro do imóvel por entender que as benfeitorias feitas na propriedade são produto de crime. "Não há como se decretar a perda das benfeitorias sem que se afete o principal", escreveu ela.

    Na petição, a defesa de Bittar sugere que o dinheiro levantado com a venda por conta própria vá para uma conta judicial indicada pelo juiz Bonat, que assumiu a responsabilidade pelos casos de Curitiba após a saída de Sergio Moro.

    "A realização da venda nesses termos (com o depósito em Juízo do valor) cumpre, com muito mais efetividade, o propósito de confiscar os supostos produtos dos delitos, correspondentes aos valores gastos nas reformas."

    Bittar comprou a propriedade em 2010 por R$ 500 mil. Na mesma sentença que condenou Lula, ele recebeu pena de três anos de prisão por lavagem de dinheiro, além de multa de cerca de R$ 14 mil. Ele recorre em liberdade.

    A juíza entendeu que as construtoras OAS e Odebrecht fizeram benfeitorias no sítio que era frequentado por Lula em troca de vantagens obtidas no governo federal. O ex-presidente foi condenado nesse caso a 12 anos e 11 meses de prisão. Ele vai recorrer em segunda instância.

    Na outra ação penal contra Lula que envolve um imóvel, o triplex de Guarujá, em São Paulo, o apartamento foi vendido em leilão em 2018, por R$ 2,2 milhões.

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