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São Paulo

Doria anuncia indenização de R$ 100 mil a famílias de mortos em escola em Suzano

Cinco estudantes e duas funcionárias da instituição de ensino morreram no massacre

14/03/2019 - 14h56 - Atualizada em: 14/03/2019 - 16h20

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Por Folhapress
(Foto: )

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quinta-feira (14) que pagará indenização de cerca de R$ 100 mil para cada uma das famílias das sete vítimas do ataque na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano, na Grande São Paulo. Como os cinco alunos e as duas funcionárias estavam em no colégio, suas famílias serão indenizadas pelo governo paulista em até 30 dias.

No entanto, caso optem por receber os R$ 100 mil, as famílias terão que assinar um documento se comprometendo a não acionar a Justiça para processar o governo do Estado. Segundo Doria, essa possibilidade não pesou em sua decisão de fazer a indenização.

O governador disse ter tomado a decisão "independentemente de qualquer recurso judicial", e que as famílias poderão optar por não receber a indenização e acionar judicialmente o governo. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O massacre em Suzano deixou ao menos oito mortos, incluindo o tio de um dos atiradores. Antes de irem à escola, Luiz Henrique de Castro e Guilherme Taucci Monteiro foram a um lava-rápido, às 9h30, e atiraram no proprietário, que era tio de Guilherme e teria descoberto o plano da dupla. Eles, então, entraram em um carro alugado, um Onix branco que aparece em imagens de câmeras de vigilância.

Na sequência, os dois foram até o colégio, na mesma rua, onde chegaram por volta das 9h40. Um vídeo de câmera de segurança mostra que o primeiro a entrar foi Guilherme.

Vestido de preto, usando um lenço com estampa de caveira e com uma mochila, ele sacou um revólver e começou a disparar em direção a um grupo de alunos e à coordenadora pedagógica, Marilena Ferreira Umezu, uma das vítimas. Ao perceberem o que estava acontecendo, estudantes e funcionários saíam correndo da instituição de ensino.

O crime ocorre em meio ao debate sobre posse de armas e chama a atenção por seu longo planejamento e por ter sido cometido em dupla. O presidente Jair Bolsonaro lamentou o atentado seis horas após ocorrido.

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