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Doria recebe insumos da Coronavac em aeroporto com faixa 'vacina do Brasil'

Material recebido pelo governo paulista é suficiente para produção de um milhão de doses

03/12/2020 - 10h26

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Folhapress
Por Folhapress
Vacina adquirida pelo governo paulista contra a Covid-19 é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan
Vacina adquirida pelo governo paulista contra a Covid-19 é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan
(Foto: )

O governador João Dória (PSDB) recebeu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, no início da manhã desta quinta-feira (3), mais um lote de insumos para a produção da Coronavac. A vacina adquirida pelo governo paulista contra a Covid-19 é desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

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"Esses insumos serão suficientes para produção de um milhão de doses da vacina", disse em vídeo postado nas redes sociais às 5h28. Além do vídeo, Doria divulgou fotos em que aparece segurando embalagens da vacina, ao lado do secretário de Saúde, Jean Gorinchteyn e Dimas Covas, diretor do Butantan. Nas imagens aparece uma faixa com a bandeira brasileira e a frase "A vacina do Brasil". "Sentimento de esperança na luta pela vida", ele disse.

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Em 19 de novembro, Doria também esteve no aeroporto de Cumbica para receber um lote com 120 mil doses prontas da vacina. No entanto, elas só serão usadas quando o imunizante for aprovado e registrado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A droga encontra-se na fase 3 de teste (a última antes da autorização).

 A Coronavac ganhou projeção ao entrar no centro de uma guerra política entre o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador João Doria (PSDB), prováveis adversários nas eleições presidenciais de 2022. Bolsonaro esvaziou o plano de aquisição futura da Coronavac feito em outubro pelo seu próprio ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, criticou o governador João Doria e disse que a vacina não era confiável por causa de sua origem. 

Em novembro, o presidente voltou atrás e declarou que poderia autorizar a compra da vacina produzida pela Sinovac, mas não pelo preço que um "caboclo aí quer". 

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Segurança da Vacina 

Os testes da Coronavac chegaram ser suspensos em novembro após a confirmação da morte de um homem de 33 anos, morador de São Paulo, que fazia parte dos estudos clínicos da vacina. Mas logo a Anvisa concluiu que o óbito não estava relacionado com a vacina e autorizou a volta dos testes. 

Um artigo publicado na revista científica Lancet Infectious Diseases mostrou que a Coronavac é segura e tem a capacidade de produzir resposta imune no organismo 28 dias após sua aplicação em 97% dos casos. Os resultados são fruto da análise dos ensaios clínicos de fase 1 e 2 conduzidos na China nos meses de abril e maio com 744 voluntários saudáveis de 18 a 59 anos e sem histórico de infecção pelo coronavírus Sars-CoV-2. 

Embora a CoronaVac já esteja em fase 3 de teste em humanos em diversos países, incluindo o Brasil, onde o imunizante é testado em parceria com o Butantan, o estudo é a primeira publicação oficial dos testes das fases anteriores. Todas as outras vacinas em fase 3 já haviam tido seus resultados de fase 1 e 2 publicados. 

Nesta terceira etapa, algumas dúvidas importantes, como o tempo de duração da proteção contra o vírus, se o imunizante é capaz de impedir a infecção ou apenas proteger contra o quadro mais severo da doença e se a vacina induz resposta imune das células T devem ser respondidas. 

A empresa já iniciou também um estudo clínico pessoas com mais de 60 anos de idade, e os resultados preliminares deste estudo, divulgados no início de setembro, apontam para uma resposta imune nesse grupo, embora mais baixa do que a observada em indivíduos com idade entre 18 e 59 anos. A vacina se mostrou segura também nesta faixa etária.

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