Um jovem de 19 anos em Maputo, Moçambique, criou um drone capaz de voar 200 km para realizar entregas a domicílio — e numa velocidade tão rápida que batizou o dispositivo de Pix, tal qual o sistema de transferências brasileiro.
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O estudante Cleiton Michaque fez o projeto pensando nas dificuldades logísticas do próprio país, preparando o drone para transportar itens básicos em uma geografia e infraestrutura repletas de dificuldades, sem a necessidade de componentes caros ou especiais.
Drone transporta até 2kg
Segundo a Revista Fórum, Michaque teve a ideia ao observar as dificuldades nas entregas no seu país. Muitas vezes, o deslocamento envolvia trajetos precários, com pouco asfalto, longos desvios ou até mesmo rios cortando o caminho.
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Esse tipo de desafio logístico prejudicava sobretudo a entrega de itens básicos como alimentos, calçados, roupas e medicamentos — que poderiam levar horas, ou até dias, para serem entregues. Por isso, o inventor acoplou uma caixa capaz de transportar até dois quilos.
— Atualmente, [o drone] possui capacidade para transportar pequenas cargas, demonstrando que soluções tecnológicas inovadoras também podem ser desenvolvidas por jovens moçambicanos. — afirmou ele em seu vídeo de apresentação do drone.
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Veja a apresentação oficial do Drone Pix
O que há de especial no drone de Moçambique
Atualmente, Michalque está aplicando o projeto para prêmios de inovação e desenvolvimento, na esperança de tirar o projeto da fase de testes. Mas possui uma série de características louváveis para um projeto autônomo.
O equipamento é feito com modificações a partir de kits de drones FPV encomendados no mercado, com otimizações dos softwares de pilotagem. Com isso, o inventor consegue quebrar a barreira de 200 km de autonomia, algo que modelos comerciais de entrega precisam investir milhões para conseguir sozinhos.
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O criador do Drone Pix também aproveita algumas características exclusivas das leis aéreas de Moçambique, mais flexíveis que as do Brasil.
Aqui, grandes apps de delivery — os principais interessados em drones de entrega — enfrentam um labirinto de autorizações para voar além da linha de visão do piloto (BVLOS). Já países africanos costumam ter ecossistemas de teste mais flexíveis devido à urgência humanitária, o que acelera o surgimento de protótipos disruptivos de longo alcance.
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