Um ataque dentro de uma unidade do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, terminou com duas mulheres mortas a tiros nesta sexta-fera (28). O Corpo de Bombeiros local informou que as vítimas foram baleadas por volta das 15h50min.

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Allane de Souza Pedrotti Matos, diretora da Divisão de Acompanhamento e Desenvolvimento de Ensino (DIACE), já chegou morta ao Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio. A outra vítima, Layse Costa Pinheiro, psicóloga do Cefet, estava em estado grave na unidade, e não resistiu. Ambas foram atingidas na cabeça.

Testemunhas ouvidas pelo jornal O Globo informaram que o suspeito, ex-funcionário do local, chegou à escola pela manhã e cumprimentou todos normalmente. À tarde, ele entrou na direção e efetuou os disparos, acertando as duas mulheres que trabalham na Diretoria de Ensino.

O autor do crime, segundo as investigações, é um ex-funcionário do Cefet e trabalhou na mesma divisão de Allane. Ele entrou em 2019 e foi exonerado em 2020, segundo registros do Diário Oficial da União. Ele foi encontrado morto após o crime. As aulas do turno da noite foram canceladas.

“Achei que era um trote”, diz aluno sobre disparos

O aluno Jonatam Araújo, de 19 anos, contou ao O Globo que ouviu quatro disparos durante a aula. Uma funcionária correu para avisar que alguém armado estava na instituição.

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— Um policial veio em seguida e mandou todos ficarem onde estavam. Depois de os agentes revistarem, eles pediram que saíram. Ainda vi o socorro a uma baleada — conta ele.

Já a aluna Maria Beatriz Albuquerque, de 18 anos, conta que estava no pátio no momento dos disparos. Ela diz que primeiro achou que fosse uma obra na instituição e só percebeu o perigo quando viu um amigo correndo dizendo que eram tiros.

— Achei até que era um trote. Mas vimos depois funcionários pedindo para chamar uma ambulância para socorrer uma pessoa que estava baleada. Nunca imaginei que isso iria acontecer aqui. Foi muita correria — relata ela.

Aluna de Filosofia da UFRJ, Adrynni Emannuele, de 26 anos, estagia há seis meses no Cefet. Ela conta que tinha acabado de passar pela roleta quando viu a correria de alunos e funcionários.

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— Me escondi na cantina até os policiais dizerem que era seguro sair — disse.

Mariah Emanoela Da silva, de 18 anos, conta que a escola estava cheia no momento dos disparos. Os alunos do 3° ano estavam realizando uma confraternização de fim de ano. Ela relata o clima de pânico instaurado no colégio.

— Os funcionários passaram pedindo para ligarmos para polícia e Samu. Todo mundo começou a ficar desesperado, mas sem entender o que fazer. Alguns mandaram a gente sair e começou a correria. A sorte que conseguimos nos organizar na saída com as catracas e ninguém se feriu — conta a estudante.

*Sob supervisão de Jean Laurindo

**Com informações do O Globo e g1