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É FAKE

É falso que cachorro deitou em túmulo de dono durante enterro em Rio Negrinho

História fake viralizou e comoveu usuários das redes sociais

10/11/2021 - 14h06 - Atualizada em: 10/11/2021 - 15h38

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Por Sabrina Quariniri
Foto foi registrada no último sábado (6), em um cemitério de Rio Negrinho
Foto foi registrada no último sábado (6), em um cemitério de Rio Negrinho
(Foto: )

Circula nas redes sociais a foto de um cachorro que teria acompanhado o velório e o sepultamento do seu dono, Lauro de Souza, 61, que morreu no último sábado (6) em Rio Negrinho, no Planalto Norte catarinense. Conforme os relatos, após o enterro, o cão caramelo teria deitado em cima da sepultura. A informação, no entanto, é falsa.

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A reportagem do A Notícia entrou em contato com a funerária São Gabriel, responsável pelo cortejo, e também com o filho de Lauro, o Tico - que pediu para ser identificado pelo apelido - para entender a história que viralizou e comoveu usuários na internet. 

O agente funerário Geovani Camargo confirmou que o enterro foi realizado durante a tarde de sábado, mas negou o fato de o cachorro ter acompanhado a cerimônia fúnebre. 

Segundo Camargo, o cão caramelo e outros cachorros vivem nas proximidades do cemitério Jardim Parque da Colina, que fica a poucos metros da funerária, e no momento do enterro, ele entrou na capela particular onde ocorria a despedida a Lauro. 

- Mas o cachorro vive nas ruas, não é da família - afirma o agente funerário.

Foto modificada

Durante o compartilhamento da história nas redes, a foto original, tirada por um dos agentes funerários de plantão, foi modificada. Em alguns casos, ela aparece com a foto da lápide borrada e, em outros, a imagem foi cortada antes de ser compartilhada.

Imagem que circulou nas redes sociais borrava a foto da lápide
Imagem que circulou nas redes sociais borrava a foto da lápide
(Foto: )

- Se você aproximar a imagem [original], vai ver que a foto na lápide é de uma mulher, e não do meu pai. Se você analisar, já tem grama plantada naquela sepultura. E lá [no cemitério], depois que enterram, eles esperam fechar tudo com terra, e depois plantam a grama - explica Tico, filho de Lauro.

Ainda segundo Tico, no dia, apenas o enterro de seu pai acontecia no cemitério. Ele confirmou a presença do cachorro no local, mas negou o fato de o animal ser da família e de o cão ter se deitado na sepultura de seu pai.

O cachorro deitou-se, na verdade, no túmulo ao lado, que pertencia a uma mulher, enterrada dias antes.

Foto original registrada durante o sábado, na despedida de cerimônia de Lauro
Foto original registrada durante o sábado, na despedida de cerimônia de Lauro
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- Foi um fato que comoveu, as pessoas gostam de cachorro. Mas ele não tinha nada a ver com meu pai e nem era da nossa família. Nós moramos a cerca de 5 quilômetros do cemitério Jardim Parque da Colina. Não tinha como ser nosso - finalizou Tico, que não informou a causa da morte de seu pai.

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