Na madrugada de 3 de março, um eclipse lunar total, fenômeno astronômico em que a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua lançando sua sombra sobre o satélite natural, deverá oferecer um espetáculo visível em boa parte do planeta. Durante o evento, a Lua tende a assumir um tom avermelhado, popularmente chamado de “Lua de Sangue”, resultado da refração da luz solar pela atmosfera terrestre.

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Segundo a NASA, o fenômeno começará às 5h44min (no horário de Brasília), com a entrada da Lua na penumbra. O início da fase parcial está previsto para 6h50min e a totalidade, quando a Lua fica inteiramente imersa na sombra da Terra, será entre 8h04min e 9h03min. O eclipse, como um todo, terminará às 11h23min após todas as fases.

Entenda o fenômeno:

Onde e como observar a “Lua de Sangue”

A NASA ressalta que não é necessário equipamento especial para observar um eclipse lunar, basta ter uma vista clara da Lua no céu. Binóculos ou um telescópio podem ampliar detalhes, mas a visão a olho nu já é suficiente para apreciar a totalidade.

Contudo, a visibilidade do eclipse irá variar conforme a localização geográfica de quem for observar:

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  • Visível totalmente: ao entardecer no leste da Ásia e na Austrália e grande parte do Pacífico; durante toda a noite no Pacífico; e no início da manhã na América do Norte e Central e no extremo oeste da América do Sul.
  • Visível em fases parciais ou totalidade parcial: na Ásia Central e em grande parte da América do Sul.
  • Não será visível: em grande parte da Europa e África devido à posição do disco lunar no céu.

No Brasil, deve ser possível ver o fenômeno de forma parcial, no amanhcer dos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia e na faixa Oeste do Mato Grosso e do Pará.

O que é a Lua de Sangue?

A Lua de Sangue ocorre durante um eclipse lunar total, momento que a Terra se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando os raios solares que iluminam diretamente a superfície lunar. Apesar disso, a Lua não desaparece do céu. A luz solar atravessa a atmosfera terrestre e sofre um processo conhecido como dispersão de Rayleigh. Esse efeito filtra a luz azul e permite que apenas os tons avermelhados e alaranjados cheguem até a Lua, criando o aspecto que lembra a cor do sangue, por isto o nome.

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Quando o fenômeno acontece?

Em média, eclipses lunares totais ocorrem pelo menos duas vezes por ano, mas só podem ser vistos de determinadas regiões do planeta. Em outras partes do mundo, a população pode observar apenas eclipses parciais ou penumbrais.

O deste domingo (7), que será o segundo de 2025 e o mais longo do ano, não será visível nem total, nem parcialmente no Brasil.

Contudo, estudos matemáticos avançados permitiram criar o sistema de ciclo de Saros, que consegue prever quando os eclipses ocorrem. O que esse sistema leva em consideração são os movimentos da Lua e do Sol.

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Tanto que, de acordo com ele, a cada 18 anos ocorre um novo ciclo (período) de eclipses solares e lunares, acontecendo por volta de 42 eclipses de cada tipo, o que totaliza o número de 84 eclipses a cada novo ciclo.

Em média, ocorrem 4 eclipses por ano, sendo dois deles solares e outros dois lunares. Porém, já houve anos em que aconteceram até 7 eclipses, sendo no máximo cinco solares e, no mínimo, 2 lunares, ou o inverso.

Geralmente a frequência de ocorrência dos eclipses solares costuma ser a mesma dos eclipses lunares. Entretanto, a ver um eclipse solar é uma ocasião mais rara, já que se trata de um evento que pode ser visto somente em um trecho restrito de quem está na Terra.

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Já com os eclipses lunares ocorre justamente o oposto. Eles são visíveis por todos que estiverem no mesmo hemisfério onde a Lua possa ser vista, durante a entrada dela na sombra, ou umbra, da Terra.

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