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Relações internacionais

Eduardo Bolsonaro garante ter apoio de chanceler e diz que "já fritou hambúrguer" nos EUA 

Filho do presidente contou que fez intercâmbio e afirma ter "vivência pelo mundo"

12/07/2019 - 12h46 - Atualizada em: 13/07/2019 - 00h41

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Por Folhapress
Eduardo Bolsonaro deve se reunir com o pai para definir indicação de embaixador nos EUA
Eduardo Bolsonaro deve se reunir com o pai para definir indicação
(Foto: )

Após se reunir com o chanceler Ernesto Araújo, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) afirmou nesta sexta-feira (12) que recebeu o apoio do ministro das Relações Exteriores para assumir a embaixada do Brasil em Washington.

Ao responder sobre suas qualificações para assumir um dos mais importantes postos na diplomacia brasileira, o parlamentar disse que fez intercâmbio nos Estados Unidos e "fritou hambúrguer no frio do Maine."

— É difícil falar de si próprio. Mas não sou um filho de deputado [presidente] que está do nada vindo a ser alçado a essa condição. Existe um trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores [da Câmara], tenho uma vivência pelo mundo — declarou Eduardo, na saída do Palácio do Itamaraty.

— Já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos EUA, no frio do Maine, estado que faz divisa com o Canadá. No frio do Colorado, numa montanha lá, aprimorei meu inglês. Vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros. Então acho que é um trabalho que pode ser desenvolvido. Certamente precisaria contar com a ajuda dos colegas do Itamaraty, dos diplomatas, porque vai ser um desafio grande. Mas tem tudo para dar certo — concluiu.

O parlamentar afirmou ainda que a sua indicação para o posto ainda é uma possibilidade e que até este domingo (14) deve se reunir com seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, para definir a questão.

Eduardo disse entender que, caso seja indicado, só precisaria renunciar ao mandato depois da sabatina no Senado e da sua confirmação no Plenário da Casa.

Ele reafirmou que sua ida aos EUA colocaria a relação do país com o Brasil em "um outro patamar", por tratar-se de um embaixador que seria filho do presidente da República. E descartou que sua nomeação possa se enquadrar nas regras que vedam o nepotismo.

— Ele [Ernesto Araújo] expressou apoio ao meu nome por ocasião de possível indicação para a embaixada dos EUA. Acredito que agora falta só conversar com o presidente Jair Bolsonaro e reafirmar se é essa mesma a vontade dele, se ele mantém o que tem dito. Esta tudo na esfera da cogitação e tudo encaminhado — concluiu.

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