O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), deve seguir no cargo após a decisão desta segunda-feira (30) do partido em ter Ronaldo Caiado como pré-candidato à presidência da República. A informação foi confirmada pela assessoria do governador ao NSC Total.
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Eduardo Leite estava entre os cotados como possíveis pré-candidatos pela sigla. A disputa interna contava ainda com o nome de Ratinho Júnior, governador do Paraná que desistiu de concorrer ao cargo de presidente e confirmou a permanência no governo do estado vizinho de Santa Catarina na última semana.
Segundo a assessoria de Eduardo Leite, o governador só renunciaria se fosse para disputar a presidência. Não sendo este o caso, Leite irá concluir o mandato.
Por que o PSD escolheu Caiado como pré-candidato
Leite, que se filiou ao PSD em 2025, buscava se viabilizar como um nome com trânsito entre diferentes campos políticos. Já Caiado, que deixou o União Brasil neste ano para ingressar na legenda, acabou escolhido pela direção nacional.
O governador gaúcho foi avisado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, na noite de domingo (29) de que não será o pré-candidato da legenda, segundo apuração do GZH. Pesou na decisão de Kassab, conforme o portal, a tentativa de consolidar apoio de parlamentares de direita não alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Ao O Globo, Kassab afirmou que foi motivada pelo fato do goiano ter “mais chances” de alcançar o segundo turno das eleições:
— A decisão foi por uma questão eleitoral, entendendo que Ronaldo Caiado tem mais chances de chegar no segundo turno. E chegando no segundo turno, que precisa chegar no segundo turno para ganhar as eleições, ele vencerá as eleições — disse o presidente do partido, durante o evento Banco Safra Macro Day.
Eleições 2026: quem são os pré-candidatos ao Planalto
Os dois principais pré-candidatos à Presidência nas Eleições 2026 são o atual presidente, Lula (PT), e o filho de Jair Bolsonaro, Flávio Bolsonaro (PL). A intenção do PSD com a candidatura própria à Presidência é consolidar-se como uma “terceira via” viável entre a polarização.
Também podem ser candidatos Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (DC), porém com menos expressividade nas pesquisas feitas até o momento.
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