O Centro de Previsão Climática (CPC), ligado à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), elevou para 82% a chance de formação do El Niño entre maio e julho, segundo atualização divulgada nesta quinta-feira (14). Segundo a Defesa Civil de Santa Catarina, a tendência é que o fenômeno se estabeleça a partir de junho deste ano.
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A nova projeção representa um aumento em relação à discussão divulgada em abril, quando a probabilidade de formação no mesmo trimestre era de 61%. Com isso, a chance de o fenômeno persistir até o trimestre dezembro-fevereiro, no início de 2027, também foi estimada em 96%.
Impactos em SC
Conforme o órgão estadual, as projeções indicam que, entre o final do outono e o inverno deste ano, o El Niño deve atuar com intensidade fraca a moderada. Para a primavera, porém, os modelos indicam uma intensificação do fenômeno.
A Defesa Civil alerta que a primavera já é um período normalmente chuvoso em Santa Catarina e, por isso, mais propenso a impactos relacionados a temporais e episódios de chuva intensa. Com a influência do El Niño, aumenta a chance de chuva acima da média e eventos extremos, como inundações, alagamentos e deslizamentos.
Entenda o que é o El Niño
El Niño ainda não se instalou
Apesar disso, o El Niño ainda não se instalou, com o Pacífico equatorial permanecendo em condição neutra atualmente. O principal indicador do fenômeno, o índice Niño-3.4, marcou +0,4°C na última semana, conforme o boletim.
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Os dados, porém, indicam que as águas abaixo da superfície do oceano estão acima da média e vêm aumentando há seis meses — um padrão típico que antecede eventos de El Niño. Também foram detectadas anomalias nos ventos e alterações na convecção atmosférica, reforçando a tendência.

Incertezas quanto à intensidade
Ainda há incerteza sobre a intensidade do fenômeno, conforme o boletim da NOAA. O órgão afirma que, até o momento, nenhuma categoria de intensidade supera 37% de probabilidade.
Já a Defesa Civil de Santa Catarina afirma que os modelos meteorológicos indicam possibilidade de intensificação do fenômeno na primavera, podendo atingir intensidade forte a muito forte.
A instituição norte-americana destaca que um El Niño mais intenso não significa, necessariamente, impactos mais severos. O aumento da intensidade apenas eleva a probabilidade de efeitos típicos do fenômeno, como mudanças nos padrões de chuva e temperatura em várias regiões do planeta.
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