O nome Thayna Renata, moradora de Joinville, no Norte catarinense, ganhou as redes sociais após seu vídeo declarando que foi barrada de vender suas fotos polaroids como fotógrafa no Zoobotânico da cidade, viralizar. Nas redes sociais ela passou a compartilhar sobre sua experiência e trajetória ao trabalhar com a venda das fotos no parque.
Continua depois da publicidade
A mudança ocorreu depois que a venda de registros no formato polaroid começou a render resultados. Conforme explicou, ela chegou a faturar R$ 400 em apenas três horas. Na ocasião em que foi barrada, conseguiu faturar R$ 800. Antes disso, ela recebia cerca de R$ 1,5 mil por mês trabalhando para uma empresa ligada a um influenciador digital.
Confira fotos da fotógrafa no Zoobotânico em Joinville
Como profissional começou carreira
A paixão pela fotografia surgiu na vida de Thayna Renata quando começou a trabalhar com um profissional da área, que acumula mais de um milhão de seguidores nas redes sociais. Durante o período, teve a oportunidade de desenvolver técnicas e se especializar no setor.
Continua depois da publicidade
— A parte contratual era com uma empresa terceirizada, então essa empresa que me sugeria para alguns mentores, “experts” como a gente chama. Então, na parte financeira, essa empresa terceirizada me repassava uma parte do valor que eles acordaram. Então, a parte financeira era muito baixa — conta.
A profissional atuava como customer seller, responsável pela experiência dos clientes do influencer famoso. Segundo Thayna, ela recebia, mensalmente, R$ 1,5 mil de maneira fixa, além de possíveis comissões por cursos vendidos, mentorias fechadas ou outros serviços prestados.
Continua depois da publicidade
Fotos no formato polaroid abriram caminho
Thayna adquiriu uma máquina Instax, com fotos instantâneas no formato polaroid. No começo, o objetivo era eternizar os momentos vividos no papel apenas para uso pessoal. No entanto, a fotógrafa viveu uma virada.
— Sempre gostei muito desse estilo de foto, porque é uma foto que ela foge do padrão. Hoje em dia a gente está acostumado a ir em busca da selfie perfeita, justamente porque dá para tirar inúmeras fotos com o celular, com câmeras digitais. A proposta da polaroid é, justamente, resgatar tudo aquilo que foi perdido — destaca.
Continua depois da publicidade
Com a nova perspectiva, a moradora de Joinville achou que seria um bom negócio deixar o emprego fixo para trás e investir em um novo modelo de trabalho. Em dias ensolarados, em que a chuva não atrapalha os passeios ao ar livre, ela sai de casa e, em lugares como o Zoobotânico ou o Mirante, fotografa famílias, casais, amigos e demais visitantes que desejam ter um registro especial revelado na hora.
Cada fotografia sai, em média, de R$ 20 a R$ 25. Em apenas um dia, Thayna já faturou R$ 400, somando R$ 800 em um fim de semana.
Continua depois da publicidade
Fotógrafa buscou regularização, mas caso ainda não teve desfecho
O fato que fez os conteúdos de Thayna atingirem ainda mais pessoas foi quando compartilhou que havia sido barrada de vender suas fotos no Zoobotânico. O caso ocorreu enquanto fotografava os visitantes e foi abordada por um segurança do espaço. Ela foi informada que não poderia continuar o negócio de venda de fotos no local.
— Fui proibida de vender fotos aqui no Parque Zoobotânico de Joinville e isso dói muito meu coração, não posso chorar aqui. Hoje o parque está muito cheio, acho que é o dia mais cheio que eu já vi e a segurança falou que eu não poderia tá comercializando produtos ali dentro — conta.
Continua depois da publicidade
Além disso, a mulher ainda aponta que, apesar de se tratar de um espaço público, reconhece que a legislação não permite vendas ou qualquer tipo de comercialização de produtos. Ainda assim, a fotógrafa reclamou da situação. O caminho então, foi buscar a regularização. Thayna buscou os órgãos públicos, mas encontrou alguns obstáculos.
— Após meu vídeo repercutir, várias pessoas falaram que me apoiam na causa, mas eu precisaria me regulamentar. Então, eu tirei o dia todo para tentar essa regularização. Vou contar para vocês que não é um processo muito fácil — explicou nas redes.
Continua depois da publicidade
Inicialmente, ela pesquisou no Google por onde deveria começar. Então, foi até a Secretaria do Meio Ambiente (Sama). Ao chegar no local ela afirma que a pessoa que a atendeu não sabia lhe responder.
— Ela me falou que como meu caso é fotografia, não se enquadra como venda ambulante, então eu não conseguiria um alvará — compartilhou nas redes. Ela foi orientada a procurar o portal [espaço] do empreendedor.
Continua depois da publicidade
— Lá, o rapaz me disse que eu poderia vender as fotos na rua apenas com o meu MEI. Eu tenho um MEI de fotógrafa, então no caso eu já estaria regulamentada. Eu questionei ele sobre a questão do mirante, mas ele não soube responder sobre a questão do mirante em si, mas em qualquer lugar de Joinville eu poderia vender normalmente. Eu não sou contra me regulamentar, eu sou contra esse processo burocrático, eu não consigo uma resposta bem clara — disse.
Veja o vídeo completo
Prefeitura informa que ainda não há um regulamento específico para o caso
Ao NSC Total, a prefeitura de Joinville informou que atualmente não existe regramento a respeito do serviço de comércio ambulante no Parque Zoobotânico. Ainda informou que, por ser uma área pública e ambientalmente protegida, um eventual regramento deve ser avaliado considerando esses aspectos.
Continua depois da publicidade
“A pessoa interessada pode manifestar seu interesse junto à Secretaria de Meio Ambiente, até para que o Município tenha parâmetros sobre a busca por esse serviço. No caso em questão, a microempreendedora buscou a Sama e foi orientada a formalizar o pedido por escrito, justamente para que seja posteriormente avaliado”, escreveu.
Contudo, apesar da solicitação, a Prefeitura reforçou que a autorização para o serviço não pode ser feita de maneira individualizada e que a questão está sendo estudada pelo Município.
Continua depois da publicidade








