A um dia do início das convenções partidárias, que oficializarão as candidaturas às Eleições 2026, o Paraná caminha para uma disputa que tem o senador Sergio Moro (PL) como favorito, seguido pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), apoiado pelo presidente Lula (PT), enquanto o grupo do governador Ratinho Junior (PSD) aposta na candidatura do deputado federal Sandro Alex (PSD) para sucessão no Palácio Iguaçu.

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Também devem concorrer o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB) e o advogado Luiz França (Missão). O empresário Tony Garcia (DC) chegou a anunciar candidatura, porém, na última semana, o partido mudou de posição devido a divergências nacionais e deve declarar apoio a Moro (PL).

Veja os candidatos a governador no PR

O que mostram as pesquisas para governador

A pesquisa Quaest mais recente, divulgada em 27 de abril, mostra Sergio Moro na liderança da disputa, com 35% das intenções de voto, seguido por Requião Filho, com 18%, e Rafael Greca, com 15%.

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  • Sergio Moro (PL): 35%;
  • Requião Filho (PDT): 18%;
  • Rafael Greca (MDB): 15%;
  • Sandro Alex (PSD): 5%;
  • Tony Garcia (DC): 1%;
  • Luiz França (Missão): 1%;
  • Indecisos: 18%;
  • Branco/nulo/não vai votar: 7%.

As simulações de segundo turno, feitas na mesma pesquisa, também apontam vantagem para o senador contra três pré-candidatos.

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Cenário 1

  • Sergio Moro (PL): 49%;
  • Requião Filho (PDT): 30%.

Cenário 2

  • Sergio Moro (PL): 44%;
  • Rafael Greca (MDB): 29%.

Cenário 3

  • Sergio Moro (PL): 51%;
  • Sandro Alex (PSD): 15%.

Moro reorganizou o tabuleiro eleitoral

A entrada de Sergio Moro na disputa pelo governo alterou o cenário político paranaense. Em março, o ex-juiz da Lava Jato deixou o União Brasil e se filiou ao PL, passando a contar com o apoio de nomes como Flávio Bolsonaro, Filipe Barros e Deltan Dallagnol.

O movimento reconfigurou a sucessão estadual. Poucos dias depois, Ratinho Junior (PSD) desistiu da candidatura à Presidência da República para permanecer no cargo e se dedicar à eleição de um sucessor.

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Com Moro figurando como favorito nas pesquisas, o governador passou a concentrar esforços na pré-candidatura de Sandro Alex (PSD), nome escolhido pelo grupo governista para disputar o Palácio Iguaçu.

Quem são os pré-candidatos ao governo do Paraná

Sergio Moro (PL) é senador e ex-juiz da Operação Lava Jato. Aos 53 anos, disputa pela primeira vez o governo do Paraná e lidera todas as simulações até o momento.

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Requião Filho (PDT) é deputado estadual e herdeiro político do ex-governador Roberto Requião. O parlamentar conta com o apoio do presidente Lula e foi escolhido para representar o campo de centro-esquerda na disputa.

Sandro Alex (PSD) é deputado federal licenciado e ex-secretário estadual de Infraestrutura e Logística. Foi lançado por Ratinho Junior como candidato do grupo governista à sucessão estadual.

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Rafael Greca é ex-prefeito de Curitiba por três mandatos: de 1993 a 1996, de 2017 a 2020 e, mais recentemente, de 2021 a 2024. Também foi vereador, deputado estadual constituinte, deputado federal e prefeito da capital paranaense, além de ministro do Esporte e Turismo no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Tony Garcia (DC) chegou a lançar pré-candidatura ao governo, mas uma intervenção da direção nacional do Democracia Cristã alterou o comando da legenda no Paraná e enfraqueceu seu projeto eleitoral. A nova direção estadual se aproximou do grupo de Moro, e a tendência é que o partido rejeite a candidatura de Garcia durante as convenções e declare apoio ao senador na disputa pelo Palácio Iguaçu.

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Luiz França (Missão) representa a estreia eleitoral do partido Missão, legenda criada pelo Movimento Brasil Livre (MBL). Advogado, economista e ativista de 31 anos, França disputa sua primeira eleição

Disputa pelo Senado também será concorrida

O Paraná elegerá dois senadores em 2026. As vagas em disputa são as atualmente ocupadas por Flávio Arns (PSB) e Oriovisto Guimarães (PSDB). Já Sergio Moro permanecerá no Senado até 2031 caso não seja eleito governador.

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Entre os principais nomes que aparecem nas pesquisas estão Álvaro Dias (MDB), Deltan Dallagnol (Novo), Filipe Barros (PL), Gleisi Hoffmann (PT), Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graeml (PSD).

Na pesquisa Quaest de abril, Álvaro Dias liderava os cenários, seguido por Deltan Dallagnol.

Veja os números do principal cenário testado:

  • Alvaro Dias (MDB): 16%;
  • Deltan Dallagnol (Novo): 13%;
  • Filipe Barros (PL): 10%;
  • Alexandre Curi (Republicanos): 10%;
  • Gleisi Hoffmann (PT): 10%;
  • Cristina Graeml (PSD): 4%;
  • Pedro Lupion (Republicanos): 2%;
  • Luiz Carlos Hauly (Podemos): 1%;
  • Indecisos: 21%;
  • Branco/nulo/não vai votar: 13%.

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Convenções e calendário eleitoral

As candidaturas serão oficializadas durante as convenções partidárias, autorizadas pela Justiça Eleitoral entre 20 de julho e 5 de agosto. Nesse período, partidos e federações definirão candidatos e eventuais coligações.

Após as convenções, as chapas poderão ser registradas na Justiça Eleitoral, abrindo oficialmente a fase de campanha.

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O primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro, quando os eleitores escolherão presidente da República, governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais. Caso nenhum candidato ao governo obtenha maioria absoluta dos votos válidos, o segundo turno ocorrerá em 25 de outubro.

Os levantamentos da Quaest foram encomendados pela Genial Investimentos e ouviram 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 25 de abril. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%.

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