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Desde 2001

Em média, julho tem chuva abaixo do esperado a cada dois anos em Santa Catarina

Quantidade considerada ideal para o mês é de 90 a 110 milímetros, índice não alcançado em 2019 e em outros nove anos anteriores

13/08/2019 - 14h57 - Atualizada em: 14/08/2019 - 07h38

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Redação
Por Redação DC
Barragem do Rio Vargem do Braço com 20 cm abaixo do normal em julho
Barragem do Rio Vargem do Braço com 20 cm abaixo do normal em julho
(Foto: )

A cada dois anos, em média, o mês de julho registra níveis de chuva abaixo do esperado em Santa Catarina. Desde 2001, em pelo menos 10 anos o índice não chegou ao patamar de 90 a 110 milímetros, quantidade considerada ideal. Em 2019, choveu 55 milímetros, conforme dados da Central NSC de Meteorologia. É o terceiro período mais seco desde 2009.

— Em pelo menos 14 dos últimos 19 anos o índice de chuva foi normal ou menor que o volume desejável. Desde 2001, a anormalidade tem sido chover acima do ideal — explica o meteorologista Leandro Puchalski.

Entre 2001 e 2008, em sete dos oitos anos foi registrada chuva abaixo do ideal no mês de julho. De 2009 a 2019, a condição foi oposta. Apenas três anos ficaram com os índices abaixo da média: 2014 (37 mm), 2017 (4 mm) e 2019 (55 mm).

Previsão de chuva

Em 2019, as frentes frias — sistemas relacionados à chuva — não têm conseguido chegar com força a Santa Catarina. Apesar de uma passagem pelo Estado nesta terça-feira, que provocou temporal durante a madrugada em algumas regiões, o sistema não teve força suficiente para resultar em volumes consideráveis de chuva. Entretanto, essa condição pode mudar já no início da próxima semana.

Conforme a previsão do tempo, a expectativa é de chuva entre a noite de domingo (18) e a manhã de terça-feira (20) na Grande Florianópolis e na região Sul do Estado.

— Se a intensidade prevista for mantida, os volumes devem ser suficientes para dar uma amenizada — afirmou o meteorologista, referindo-se aos impactos da estiagem.

Impacto no fornecimento de energia

A falta de chuva tem impactado na distribuição de água e também na conta de energia elétrica em Santa Catarina. Desde julho, os moradores da Grande Florianópolis têm sentido intermitências no abastecimento.

Para a engenheira e presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental de Santa Catarina, Fernanda Vanhoni, este problema vai além da estiagem.

— O aumento de reservação eu entendo como importante, o investimento em reserva para períodos de estiagem — afirmou em entrevista à CBN Diário.

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira (13) na Capital, a Casan explicou que conhece as previsões para esta época do ano e leva em conta em seu planejamento de que se trata de um período de pouca chuva.

No entanto, os engenheiros responsáveis explicaram que entre junho e agosto de 2019 choveu 55% menos do que o previsto pela companhia — sendo que a estimativa já era baixa.

A companhia explicou que nos próximos 15 dias fará a instalação de três bombas no Rio Cubatão, o que deve melhorar a vazão de litros de água por segundo. A companhia também prevê para junho de 2020 o início da operação de uma nova adutora no Rio Cubatão.

Já em relação ao fornecimento de energia elétrica, o impacto será sentido em setembro no bolso dos catarinenses. Com a falta de chuva, as hidrelétricas estão com capacidade de produção reduzida, sendo acionadas as usinas termelétricas, que custam de duas a três vezes mais para produzir energia. Por isso, no mês de agosto passou a valer bandeira vermelha 1, com custo adicional de R$ 4 para cada 100 quilowatts-hora consumidos.

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