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Carne mais cara

Em um ano preço do frango aumenta 38% no atacado em Santa Catarina

Motivo foi ano ruim de 2018 aliado a elevação das exportações em 2019

20/05/2019 - 17h21 - Atualizada em: 20/05/2019 - 18h58

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Darci
Por Darci Debona
Carne de frango está mais cara pelo aumento das exportações
Peito de frango foi o que mais aumentou, 42,5%, segundo dados do Cepa/Epagri
(Foto: )

Em um ano o preço da carne de frango no mercado atacadista de Santa Catarina teve aumento de 38,77%, segundo dados divulgados no boletim de maio do Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, publicado na sexta-feira (17).

O filé de peito congelado, que estava R$ 6,79 em maio do ano passado, chegou a R$ 9,68 neste mês - aumento de 42%. O frango inteiro passou de R$ 4,26 para R$ 5,75 nesse mesmo período - acréscimo de 33,6%. Em relação a abril, a elevação dos principais cortes de frango foi de 4,1%, conforme o Cepa/Epagri.

Nos supermercados de Chapecó a média da carne de frango no início do mês estava em R$ 7,82, com acréscimo de 2,25% no mês e R$ 16,6% em 12 meses, de acordo com levantamento do Curso de Ciências Econômicas da Unochapecó e Sindicato do Comércio da Região de Chapecó (Sicom).

Já no caso dos suínos, maio registrou queda em alguns cortes, como o pernil (-5,3%) e estava sendo comercializado a R$ 7,21. Mesmo assim esse valor é 7,3% mais caro do que os R$ 6,31 de maio do ano passado. O quilo de lombo passou de R$ 10,45 para R$ 12,72 - aumento de 21,9%.

O preço da carne suína nos supermercados de Chapecó caiu 1,26% em maio, sendo comercializada a R$ 13,55, mas com um acréscimo de 5% em relação a maio do ano passado. Já nos bovinos a situação é mais estável tanto no Estado quanto em Chapecó, onde ocorreu um aumento de 2% no mês e no ano.

O analista do setor de carnes do Cepa/Epagri, Alexandre Giehl, explica que a diferença é grande nas aves e nos suínos devido a um momento ruim no ano passado, em contraste com o bom momento das exportações em 2019.

— As exportações agora estão boas, mas não são magníficas. No ano passado tivemos um período muito ruim com a suspensão da Rússia na carne suína, embargo europeu no frango e taxa antidumping da China — analisa.

Giehl disse que no final do ano passado já houve uma recomposição dos preços das carnes, mas que agora foram limitadas no mercado interno, principalmente pela redução da expectativa de consumo, que era de um crescimento de 3%, para pouco mais de 1%. Outros índices como do Produto Interno Bruto (PIB) também foram revistos para baixo.

Mesmo assim, ele acredita que devem ocorrer alguns aumentos, devido a uma crescente demanda da China, que precisou eliminar parte do plantel de suínos devido à peste africana. Há uma previsão de quebra de 20% na produção chinesa.

No primeiro quadrimestre, Santa Catarina exportou 111 mil toneladas, crescimento de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. Em abril foram 27 mil toneladas, e China e Hong Kong compraram 57% desse volume.

— A carne bovina estabilizou, mas há uma tendência de aumento no suíno tanto para o produtor quanto para o consumidor. No frango vai depender da demanda chinesa, que pode substituir parte do consumo de suínos por frango, o que poderia elevar os preços também no mercado brasileiro — conclui Giehl.

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