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Empreendedorismo feminino: conheça histórias de mulheres que reinventaram seus negócios 

Iniciativa do Sebrae auxilia mulheres a aprimorarem suas características empreendedoras e mostra como o empreendedorismo feminino impacta positivamente a economia 

14/12/2020 - 16h39 - Atualizada em: 15/12/2020 - 18h55

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Estúdio
Por Estúdio NSC
Empreendedorismo feminino: conheça histórias de mulheres que reinventaram seus negócios
(Foto: )

Depois de mais de dez anos trabalhando com organização de eventos sociais sem ter uma empresa formalizada, a cerimonialista Sabrina Goulart se especializou em casamentos e percebeu que precisava desenvolver alguns pontos para se destacar no mercado: liberdade para fugir dos padrões; transparência nas finanças; acompanhar em todos os passos a organização dos eventos.

­– Muitos casais deixavam de celebrar a união por não se enxergarem em uma estrutura clássica de casamento, em que seriam obrigados a cumprir com protocolos totalmente fora de seus padrões de vida. Por exemplo: igreja, festa com cerca de 300 convidados, vestido rodado, dança etc. Por isso, decidi abrir uma empresa que oferecesse liberdade para esses casais e que trouxesse transparência para os contratos, empatia e presença nas reuniões. O mercado carecia de cerimonialistas empáticos, que compreendessem que o casamento não era deles, mas sim, dos noivos – explica Sabrina.

Assim, em outubro de 2017, nasceu a Sabrina Goulart Cerimonial, a primeira empresa de assessoria em eco wedding de Santa Catarina. E, com a ajuda de programas voltados para a melhoria da gestão e o desenvolvimento de habilidades empreendedoras do Sebrae/SC, a empresária pôde criar estratégias eficazes para o seu crescimento sustentável.

– Eu busquei o Sebrae para ter uma empresa sustentável. Eu não entendia como administrar as finanças da empresa, calcular ponto de equilíbrio, ou traçar uma estratégia de crescimento. Além das questões técnicas, acredito que o maior desafio da mulher é se ver como empreendedora, como alguém que pode, sim, contribuir muito para o desenvolvimento da economia e para a realização do meu próprio sonho. Cotidianamente, acho que o grande desafio continua sendo o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional ( administração do tempo entre a empresa, filhos e casa). E nesse processo de autodesenvolvimento, o Sebrae também foi muito importante – afirma Sabrina.

O desenvolvimento de competências técnicas e competências socioemocionais está presente nos pilares do Programa Sebrae Delas Mulher de Negócios, em que são realizadas ações para incentivar, apoiar e fortalecer a cultura empreendedora entre as mulheres.

Para o Sebrae, é fundamental direcionar a força feminina para os negócios, trabalhando em quatro frentes:

• Inteligência, para a identificação de barreiras e a criação oportunidades de mercado para o empreendedorismo feminino.

• Sensibilização da sociedade quanto ao tema equidade de gênero.

• Identificação, articulação e formação de redes que integre ações para melhorar o ambiente de negócios e potencializar as ações para transformação das práticas empresariais.

• Atendimento e relacionamento por meio de orientação em gestão, inovação, transformação digital e competências socioemocionais.

Sabrina explica como esse processo funcionou para a sua empresa:

– Ao responder às perguntas para o diagnóstico inicial, percebi que não sabia a informação mais importante de se ter um negócio: quanto eu faturava no ano! E por isso foi fundamental o autoconhecimento e o desenvolvimento do olhar em perspectiva. Desde o início, eu fui preparada para transformar a mim e à minha empresa. Senti que fui crescendo a cada encontro. A cada conteúdo que recebia, colocava algo em prática no mesmo dia, fazia testes, ajustava processos — conta.

Como resultado prático, a empresária passou a separar as contas da pessoa jurídica e da pessoa física, conseguiu organizar melhor sua agenda e otimizar seu tempo. Definindo claramente o propósito da sua empresa, passou a trabalhar de forma mais efetiva e consequentemente, passou a ganhar mais. Tudo isso permitiu a criação de planos de ação que visam a definição do seu público-alvo e a qualificação dos seus fornecedores, além da tomada de decisões mais assertivas.

– Nós revolucionamos nosso Instagram e nossa comunicação após o atendimento do Sebrae. Criamos coragem para estabelecer nosso nicho de forma muito clara depois que compreendemos e abraçamos nossos valores. Como resultado, tivemos um crescimento de 30% de seguidores nas redes sociais e aumentamos o valor dos contratos em 15%, mesmo durante a crise. Fui convidada a dar entrevistas durante a pandemia, para falar do posicionamento da marca. Aprendi a destacar minhas habilidades e diferenciais e a mostrar aos clientes os benefícios de me contratar — relata a empresária.

Protagonismo feminino e o impacto na economia

O empreendedorismo feminismo é um conceito que se estende muito além de negócios criados e geridos por mulheres. Diz respeito à liderança feminina e amplia a visibilidade das mulheres na sociedade, contribuindo para o rompimento de várias barreiras sociais e estigmatizadas. Está relacionado ao empoderamento, à visibilidade, ao reconhecimento, ao acolhimento e à formação desta rede de apoio e desenvolvimento.

— Fomentar o empreendedorismo feminino é fundamental para que as mulheres possam aumentar seus rendimentos, gerar empregos, ter sustentabilidade no mercado e, sobretudo, ser independentes e protagonistas de suas vidas. Nós, do Sebrae/SC, acreditamos no impacto positivo da liderança feminina no mercado e nos negócios. Sua presença não só no ambiente de trabalho, mas também em postos de gestão propicia um mercado com mais diversidade e diferentes pontos de vista. Acreditamos que lugar de mulher é onde ela quiser! — afirma Marina Elena Miggiolaro Barbieri, Gestora do Programa Sebrae Delas Mulher de Negócios em Santa Catarina.

Historicamente, as mulheres foram – por muitos anos – relegadas a papéis secundários na economia, mas, com determinação, força e competência, cada vez mais, as mulheres vêm conquistando mercado, criando nichos e gerindo seus negócios com excelência e propósitos bem delineados. O aumento do número de mulheres empreendedoras influencia e incentiva outras mulheres a empreenderem, e toda a sociedade ganha com esse ciclo virtuoso.

Pesquisas revelam que o número de mulheres empreendedoras vem crescendo no Brasil. Entre 2001 a 2011, houve um crescimento de 21% das empresas comandadas por mulheres, enquanto o de homens empreendedores cresceu somente 9%. De acordo com dados da Serasa Experian, as mulheres comandam 43% dos negócios do país e 73% das mulheres são sócias de alguma pequena ou média empresa.

A média de faturamento de 36% das empreendedoras pesquisadas é de até R$2.500,00 por mês, e 33% delas têm receita maior que R$10 mil mensais/mês. A renda dessas mulheres é aplicada da seguinte maneira: 37% com moradia; 24% com alimentação; 15% com pagamento de dívidas. Na classe A, o maior investimento é com educação (cerca de 14%).

O aumento do número de mulheres à frente de negócios aquece a economia e é uma importante ferramenta de transformação social, pois, além do lucro, as mulheres empreendedoras visam à realização profissional, o bem-estar da família e buscam maneiras de impactar positivamente a sociedade.

Para as mulheres que pretendem abrir um negócio, o Sebrae/SC disponibiliza o Radar Sebrae, uma ferramenta gratuita que permite elaborar cenários de mercado de acordo com o perfil de cada cliente, além de oferecer capacitações presenciais e a distância.

Mais do que uma conquista individual ou de gênero, o crescimento das mulheres no mundo dos negócios representa uma mudança na dinâmica da economia mundial e traz benefícios a todos.

Para saber mais, acesse a página sobre empreendedorismo feminino como tendência de negócios.

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