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Empresa investe US$ 15 milhões para ressuscitar mamute extinto há 10 mil anos

Empresa de biotecnologia vai investir US$ 15 milhões para dar vida ao animal

14/09/2021 - 08h36 - Atualizada em: 14/09/2021 - 10h43

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Redação
Por Redação DC
Mamute-lanoso é uma espécie extinta há mais de 10 mil anos
Mamute-lanoso é uma espécie extinta há mais de 10 mil anos
(Foto: )

Uma empresa de biotecnologia vai investir US$ 15 milhões para ressuscitar o mamute-lanoso, espécie extinta há mais de 10 mil anos. O objetivo da companhia americana Colossal é utilizar técnicas de manipulação genética para dar vida ao animal. 

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Criada pelo empresário Ben Lamm e o geneticista George Church, a Colossal tentará inserir sequências de DNA de mamutes-lanosos (obtidas a partir de restos preservados em solo siberiano) no genoma de elefantes asiáticos, a fim de criar uma espécie híbrida. 

O DNA do elefante asiático e o do mamute-lanoso são 99,6% semelhantes, afirma a empresa em seu site. 

A criação desses paquidermes híbridos e a sua reintrodução na tundra deverá permitir “restaurar ecossistemas desaparecidos, que poderiam ajudar a frear, ou mesmo a reverter, os efeitos das mudanças climáticas", prevê a Colossal. 

O mamute-lanoso modificado poderia "dar nova vida às pradarias do Ártico", que, segundo a empresa, capturam dióxido de carbono e eliminam metano, dois gases do efeito estufa. 

A desextinção, conceito de criar um animal semelhante a uma espécie extinta, por meio da genética, não é uma unanimidade entre a comunidade científica. Alguns pesquisadores duvidam da sua viabilidade ou se preocupam com os riscos de sua aplicação. 

— Isso não é uma desextinção. Nunca mais haverá mamutes na Terra. Se funcionar, será um elefante quimérico, um organismo totalmente novo, sintético e geneticamente modificado — tuitou Tori Herridge, bióloga e paleontóloga do Museu de História Natural de Londres.

*Com informações de AFP e Reuters

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