Uma empresa química de Pomerode é suspeita de espionagem industrial. A investigação é comandada pela Polícia Civil de São José dos Pinhais, no Paraná, que cumpriu, na manhã desta quarta-feira (18), mandados de busca e apreensão na sede da companhia e também nas casas de quatro investigados.
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A denúncia partiu de uma empresa do mesmo ramo. A paranaense Siderquímica acredita que ex-funcionários possam ter compartilhado dados sigilosos com a Ekonova e essas informações teriam sido usadas indevidamente pela concorrente catarinense para a produção de tecnologias industriais.
Celulares, computadores e documentos foram recolhidos durante a operação.
A polícia recolheu ainda amostras dos produtos para comparação e análise laboratorial. Se as afirmações se confirmarem, os envolvidos podem responder por associação criminosa, concorrência desleal e violação de segredo industrial. Ninguém foi preso até o momento.
“A investigação envolve empresas relevantes do setor químico nacional e busca esclarecer se houve utilização indevida de informações industriais protegidas, eventual reprodução ilícita de tecnologias e possíveis práticas de concorrência desleal no mercado”, informou a Polícia Civil do Paraná.
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O que diz a Ekonova?
Em nota, na tarde desta quinta-feira (19), a Ekonova disse que “conduz suas atividades em conformidade com a legislação vigente e não pratica qualquer ato ilícito”. Citou, ainda, que os produtos da empresa “são resultado de desenvolvimento próprio, baseado em processos técnicos e de pesquisa, com respeito aos direitos de propriedade intelectual”.
Ekonova apontou estar à disposição das autoridades para o andamento das investigações.









