O sangue encontrado no carro do empresário Adalberto Amarilio Júnior, localizado morto em um buraco no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, é dele e de uma mulher. A informação foi indicada pelo laudo parcial de um exame de DNA, cita a Polícia Civil paulista. Entretanto, ainda não se sabe quem é a mulher que deixou sangue no veículo da vítima, que foi achada sem vida no dia 3 de junho.
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Como o laudo indicou que parte do vestígio de sangue é de Adalberto e outro é de uma mulher, conforme a CNN, a amostra será confrontada com o DNA da esposa de Adalberto.
Além das manchas de sangue, lesões apontam que Adalberto pode ter desmaiado tentando respirar antes de morrer. O laudo pericial divulgado na terça-feira (17) concluiu que o empresário teve uma morte violenta por asfixia.
Relembre o caso do empresário encontrado morto no Autódromo de Interlagos
Briga com segurança
A Polícia Civil investiga se seguranças, vendedores ou frequentadores de Interlagos estão envolvidos no homicídio. Uma das hipóteses investigadas pelo DHPP é a de que Adalberto, que deixou o carro em área proibida do kartódromo, anexo ao autódromo, pode ter passado pelas interdições feitas devido à obra e alguém pode ter chamado a atenção dele e se desentendido com o empresário.
— Uma das linhas é eventualmente ele ter se envolvido numa briga, que pode ser com segurança e pode não ser com segurança. A linha dos seguranças é uma das diretrizes. Ou ele arrumou uma confusão e certamente foi colocado num buraco por um frequentador do evento. Ou um vendedor que tinha barraca de coisas…. pode ser uma pessoa que vai sempre ao kartódromo de Interlagos — falou o delegado Rogério Thomaz na coletiva.
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Dos 180 seguranças que atuaram no evento, 100 deles já foram descartados como possíveis suspeitos. Análise feita nos celulares deles indicou que estavam fora do local do crime. Parte deles já prestou depoimento. O DHPP investiga se o restante do grupo, assim como vendedores e eventuais frequentadores, pode ter tido alguma participação na morte do empresário.
Ainda segundo a perícia, não foram encontradas lesões traumáticas nem indícios de violência sexual. De acordo com os laudos, os joelhos de Adalberto foram feridos quando ele estava vivo, o que sugere, de acordo com a investigação, que a vítima pode ter sido obrigada a se ajoelhar ou foi arrastada.
Amigo descartado
O laudo toxicológico não detectou a presença de álcool, drogas, fármacos, praguicidas ou outras substâncias no sangue de Adalberto, o que exclui a suspeita de morte por envenenamento ou intoxicação.
Essas informações vão de encontro ao depoimento do amigo que estava com o empresário em um evento no Autódromo de Interlagos no dia em que Adalberto desapareceu, em 30 de maio. Rafael Aliste afirmou à polícia que Adalberto havia consumido maconha e cerca de oito cervejas e que, por isso, estava “mais agitado que o normal”.
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Rafael Aliste, o amigo de Adalberto, chegou a ser considerado suspeito pela polícia. No entanto, apesar da investigação ter achado inconsistências no depoimento, a polícia descartou a participação dele por acreditar que não há indícios suficientes e entender que Rafael estava em um local diferente na hora do crime.
*Com informações do Metrópoles, CNN e g1.
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