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    Empresário que atropelou três em Florianópolis é preso por receptação qualificada

    Jéferson Rodrigo de Souza Bueno ficou conhecido no Revéillon de 2017, quando se envolveu em acidente com morte e só se apresentou à polícia após mandado de prisão ser suspenso pela Justiça

    12/04/2018 - 05h16 - Atualizada em: 12/04/2018 - 05h23

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    Por Redação NSC
    Jéferson dirigia Camaro quando se envolveu no acidente, no Ano-Novo de 2017
    Jéferson dirigia Camaro quando se envolveu no acidente, no Ano-Novo de 2017
    (Foto: )

    A Polícia Civil de Sapiranga, no interior do RS, prendeu por receptação qualificada, na noite de quarta-feira (11), Jéferson Rodrigo de Souza Bueno, 30 anos. O empresário gaúcho ficou conhecido após se envolver no atropelamento de três pessoas, que deixou uma delas morta e duas gravemente feridas, na Praia dos Ingleses, no norte de Florianópolis (SC).

    Conforme a nova investigação, Bueno recebeu na empresa dele, em Araricá, uma carga de produtos metalúrgicos roubada. Os policiais dizem que ele também está envolvido no planejamento do roubo da carga, que ocorreu no final de 2017.

    Duas pessoas, que não tiveram nomes revelados, ainda são procuradas pela polícia local por terem participado da ação.

    Em janeiro deste ano, Bueno já havia sido preso pela Polícia Civil por furto de energia elétrica na empresa dele. Ele foi detido após agentes do Departamento de Investigações Criminais (Deic) acompanharem funcionários da concessionária RGE na fiscalização. Os servidores da companhia elétrica afirmavam ter dificuldades em fiscalizar a empresa, pois sempre eram ameaçados.

    A reportagem procura a defesa do empresário após a nova prisão.

    Atropelamento em SC

    No dia 1º de janeiro de 2017, Bueno se envolveu em um acidente de trânsito que deixou uma pessoa morta e outras duas feridas na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. Denunciado à Justiça por homicídio doloso triplamente qualificado, não chegou a ser preso.

    Ele se apresentou em abril, após o mandado de prisão ser suspenso pela Justiça catarinense. Ele pagou fiança de R$ 70.275, e a Justiça impôs a ele outras restrições: comparecimento mensal no juízo em que reside para informar e justificar suas atividades, proibição de se ausentar da comarca em que reside por prazo superior a oito dias sem anuência do juiz, suspensão do direito da permissão ou da habilitação para dirigir veículo automotor pelo prazo de dois anos e comparecimento ao Cartório da Capital para citação pessoal, ciência das condições impostas e entrega de sua CNH.

    No acidente, Cristiane Flores, de 31 anos, morreu. O marido dela, Nilandres Lodi, teve as duas pernas amputadas, e Gean Matos, 22 anos, amigo do casal, teve traumatismo craniano e lesão em um dos pulmões.

    Na época, a defesa de Bueno alegou que a culpa pela perda do controle do Camaro era de um outro motorista, que teria colidido lateralmente com o veículo, causando o acidente. O condutor deste carro foi ouvido pelas autoridades catarinenses, mas não foi indiciado.

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