Empresas de Santa Catarina são suspeitas de fraudar licitações de Natal em ao menos duas cidades do Vale do Itajaí. A investigação é comandada pelo Ministério Público, que cumpre, nesta sexta-feira (20), 11 mandados de busca e apreensão em seis cidades de SC e uma do Paraná. Não há ordens de prisão.

Continua depois da publicidade

As apurações preliminares indicam suspeitas de manipulação da competitividade em contratações públicas e o eventual uso de orçamentos apresentados por empresas sem capacidade técnica compatível. A linha investigativa aponta para a possível simulação de disputa na contratação de itens decorativos.

Os fatos teriam ocorrido entre 2020 e 2024, especialmente nos municípios de Vidal Ramos e Ituporanga. Conforme o Ministério Público, as informações colhidas até o momento apontam apenas para a participação de empresas e particulares, sem o envolvimento de agentes públicos.

Os 11 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em Tijucas, Porto Belo, Balneário Camboriú, Indaial, Ituporanga, Vidal Ramos, além de Cascavel (PR). Os agentes estão recolhendo documentos e eletrônicos em sedes empresariais, residências de investigados e setores de licitações das prefeituras de Ituporanga e Vidal Ramos. 

A ação desta manhã foi batizada de “Operação Grinch”, referência simbólica ao personagem conhecido por “roubar o Natal”, representando, no contexto da investigação, a suspeita de manipulação das contratações de decoração festiva. A investigação tramita em sigilo.

Continua depois da publicidade

O que dizem as prefeituras

A prefeitura de Vidal Ramos informou ter recebido agentes na manhã desta sexta-feira (20). Disse que desde o primeiro momento tem colaborado com as investigações e dado acesso às informações solicitadas, repassando todos os documentos referentes aos processos licitatórios mencionados.

“A atual gestão destaca que os fatos investigados referem-se a períodos anteriores e reforça que é a maior interessada na apuração completa e transparente das informações, reafirmando seu compromisso com a legalidade, a responsabilidade e a correta aplicação dos recursos públicos”, diz nota emitida pela prefeitura de Vidal Ramos.

A prefeitura de Ituporanga, por sua vez, reforçou que os fatos investigados envolvem, até o momento, empresas e particulares, não havendo investigação direcionada à administração pública ou a seus agentes públicos. “O município permanece à disposição para eventuais esclarecimentos que venham a ser formalmente solicitados pelos órgãos competentes”, cita nota enviada à imprensa.

Continua depois da publicidade