O Aeroporto Regional Hélio Wassun, em São Miguel do Oeste, no Oeste de Santa Catarina, entrou em obras na segunda-feira (16) e permanecerá totalmente fechado até o dia 31 de maio. A interdição prolongada, que ultrapassa dois meses, é necessária para garantir a execução completa e segura de um amplo projeto de modernização e ampliação da estrutura.
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A obra é considerada estratégica para o Oeste catarinense e soma um investimento de R$ 8.335.157,22, sendo R$ 7,5 milhões repassados pelo Governo do Estado e o restante como contrapartida do município.
Por que o aeroporto precisa ficar totalmente fechado?
Diferente de intervenções menores, a obra em São Miguel do Oeste exige a ocupação integral da área operacional. Segundo a Administração Municipal, não há possibilidade de manter pousos e decolagens durante os trabalhos.
Isso porque o local funciona, neste período, como um grande canteiro de obras, com intensa circulação de máquinas pesadas e equipes atuando simultaneamente em diferentes frentes.
Além da movimentação constante, há etapas que exigem isolamento total da pista, como a terraplanagem, a pavimentação e a ampliação da estrutura. Outro fator determinante é o tempo necessário após a aplicação do asfalto, já que a pista precisa passar por um período adequado antes de ser liberada para operações, garantindo segurança às aeronaves.
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Etapas complexas prolongam prazo da obra
O cronograma prevê uma série de intervenções estruturais que demandam tempo e precisão técnica. Entre as etapas mais complexas estão a movimentação de terra, a preparação da base e a execução da nova pavimentação.
Na sequência, será feita a ampliação da pista e das áreas de manobra, além da implantação de nova sinalização. Todo esse processo exige não apenas a execução, mas também o tempo de cura dos materiais e testes operacionais antes da liberação.
O que muda com a modernização?
O objetivo da obra é ampliar a capacidade e melhorar a segurança do aeroporto, permitindo que ele receba aeronaves de maior porte e novas operações.
Entre as principais melhorias estão:
- Revitalização da pista de pouso e decolagem
- Ampliação do pátio de estacionamento e da área de manobras
- Alargamento da faixa da pista
- Implantação de nova sinalização horizontal técnica
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Com as mudanças, a expectativa é tornar o aeroporto mais competitivo e preparado para atender às demandas atuais e futuras da região.
Impacto direto no desenvolvimento regional
A modernização do aeroporto também é vista como um fator importante para a atração de investimentos. De acordo com a prefeitura, a melhoria da infraestrutura facilita a vinda de empresas e novos negócios para o município.
Um exemplo citado é a instalação de uma unidade da Havan em São Miguel do Oeste, cuja viabilidade estaria ligada, entre outros fatores, à existência de um aeroporto com melhores condições operacionais.
– Estamos trabalhando para garantir que o nosso aeroporto esteja preparado para as demandas atuais e futuras. Esse investimento é fundamental para atrair novos negócios e fortalecer a economia regional – destacou o prefeito Edenilson Zanardi.
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Estrutura é essencial para atendimentos e emergências
Considerado estratégico para o Oeste catarinense, o Aeroporto Regional Hélio Wassun atende não apenas a aviação executiva, mas também operações de segurança pública e transporte aeromédico.
Somente em 2025, foram registradas 671 decolagens, 663 pousos e a movimentação de 2.736 passageiros. Com pista de 1.260 metros, o aeródromo é fundamental para o atendimento de municípios da região de fronteira, especialmente em situações de emergência.
Com a conclusão das obras, a expectativa é de que a estrutura ganhe ainda mais relevância, ampliando sua capacidade de atendimento e reforçando seu papel no desenvolvimento regional.

