Em comunicado divulgado na sexta-feira (24), o Conselho Norueguês da Paz informou que não irá participar da “marcha das tochas” que deve celebrar o Prêmio Nobel da Paz. Neste ano, o prêmio foi concedido a María Corina Machado, de 58 anos, que é líder da oposição ao regime de Nicolás Maduro na Venezuela.
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Conforme o Conselho Norueguês da Paz, formado por 17 organizações norueguesas, a decisão foi tomada porque a entidade não considera que María Corina esteja em conformidade com os valores do Conselho e das organizações participantes.
Apesar da manifestação, a decisão não afeta o prêmio do Nobel que será concedido à venezuelana. Conforme informações do g1, ela ainda recebeu 11 milhões de coroas suecas, o que significa cerca de R$ 6,2 milhões.
— Esta é uma decisão difícil, mas necessária. […] Temos grande respeito pelo Comitê Nobel e pelo Prêmio da Paz como instituição, mas, como organização, também precisamos permanecer fiéis aos nossos próprios princípios e ao amplo movimento pela paz que representamos. Esperamos celebrar o Prêmio da Paz novamente nos próximos anos — disse Eline H. Lorentzen, presidente do conselho.
Conforme o g1, o comitê do Nobel disse que “sempre falou pelos direitos humanos, pelo povo venezuelano. Ela é o equilíbrio contra os tiros [do regime Maduro]”.
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Quem é María Corina Machado
María é líder da oposição na Venezuela. Segundo o comitê, o prêmio foi concedido a Maria Corina Machado “por seu trabalho incansável promovendo os direitos democráticos do povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”.
Engenheira de formação, Machado fundou a organização Súmate, dedicada à promoção de eleições livres e transparentes. Eleita deputada em 2010 com recorde de votos, foi expulsa do cargo em 2014 pelo governo chavista.
Em 2023, tornou-se a principal força da oposição, vencendo as primárias com mais de 90% dos votos. No entanto, foi impedida de concorrer à presidência nas eleições de 2024 por uma decisão do Judiciário, aliado do governo Nicolás Maduro.
Apesar da inelegibilidade, Machado foi a força motriz por trás da candidatura de Edmundo González Urrutia, cuja vitória foi negada pelo governo, apesar das evidências apresentadas pela oposição.
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