Com a canonização de Carlo Acutis aprovada nesta segunda-feira (1º), o primeiro santo millennial da Igreja Católica, surgiu uma grande dúvida nas redes sociais: como funciona, afinal, o processo para tornar-se santificado no catolicismo? Continue a leitura para entender esse passo a passo e confira a partir de qual momento na história os católicos passaram a beatificar “pessoas comuns”.

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Quando a Igreja Católica passou a canonizar pessoas?

De acordo com a Encyclopedia Britannica, o processo de santificação da Igreja Católica não era algo praticado diretamente. A Igreja, entretanto, incentivava seus fiéis a cultuarem mártires locais. Foi somente no ano de 993 que ocorreu a primeira canonização de um católico, a de Ulrich, um bispo que praticava sua fé onde hoje é a Alemanha.

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Os anos, é claro, passaram e a prática da santificação foram “aprimoradas”. No que diz respeito às regras atuais seguidas para beatificações, elas foram desenvolvidas em conjunto entre o Papa Urbano VIII e o Papa Bento XIV ainda no século XVI. Mais recentemente, em 1983, o Papa João Paulo II as revisou e atualizou. Essa nova versão foi usada, por exemplo, para classificar Acutis como um possível santo da Igreja.

O passo a passo para tornar-se santo 

Veja abaixo quais são os passos seguidos pelos religiosos para que uma pessoa torne-se santa no catolicismo. As informações são da página da Arquidiocese de Nova Iorque, nos Estados Unidos.

1. Pedido de canonização 

O primeiro passo ocorre pelo menos cinco anos depois da morte de um fiel, quando a comunidade religiosa de onde ele era integrante entra com um pedido de canonização ao bispo da diocese em questão. Em seguida, o bispo analisa os argumentos e verifica se a pessoa viveu em santidade e dedicou sua vida à fé. Caso ele veja que há evidências para uma beatificação, o processo é enviado ao Vaticano.

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2. Determinação  

Um documento formal é enviado para Roma atestando a possibilidade de beatificação. Logo que é recebido, o pedido é enviado para a Congregação da Causa dos Santos, onde nove teólogos leem e definem se há causa para prosseguir. Se for o caso, investiga-se a vida da pessoa para ver se não há atos que vão contra a doutrina católica. Se passar por esse processo a pessoa é intitulada como “venerável”.

3. Beatificação 

O próximo passo é a beatificação. Neste momento, existem dois caminhos para o indivíduo receber essa denominação. Em primeiro lugar, a pessoa deve ser, comprovadamente, um mártir que morreu por sua fé. Mas também, como é o caso de Carlo Acutis, um primeiro milagre deve ser atribuído ao fiel e certificado pela congregação. Uma vez feito isso, a pessoa passa de “venerável” para “beato”.

4. Canonização 

Ainda depois de ser beatificado, é necessário que mais um milagre seja comprovado no nome do beato para ele se tornar santo. Aqui a Igreja ressalta que esse milagre precisa ser resultado de sua intercessão. Se a Congregação, então, aceitar o segundo milagre, o pedido é enviado ao Papa, que dá a decisão final sobre a canonização. Por fim, se o Papa a aceitar, a pessoa torna-se, oficialmente, santa. No caso de Carlo Acutis, a canonização foi aprovada pelo Papa Francisco e a oficialização pode acontecer durante o calendário do Jubileu de 2025.

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