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Investigação

Envolvidos em pirâmide financeira que movimentou R$ 70 milhões em SC são indiciados

Operação "Pedra Angular" indiciou sete pessoas por crimes como lavagem de dinheiro e estelionato

29/01/2021 - 05h00 - Atualizada em: 01/02/2021 - 16h29

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Por Daniel Nogueira
O grupo teria movimentado cerca de R$ 70 milhões em um ano
O grupo teve R$ 1 milhão em bens bloqueado
(Foto: )

Sete pessoas foram indiciadas pelos crimes de organização crimonosa, lavagem de dinheiro, estelionato e crime contra a economia popular por participação em um esquema de pirâmide financeira nesta quinta-feira (28). A operação Pedra Angular, liderada pela Polícia Civil de Taió, apurou o caso que fez vítimas no Alto Vale do Itajaí e em outras cidades do litoral do Estado. 

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De acordo com o relatório divulgado pela Polícia Civil, o grupo iniciou o esquema no ano de 2019, em Pouso Redondo. O golpe consistia em atrair pessoas em busca de investimento no mercado de opções binárias, atividade não regulamentada no Brasil. Um rendimento de até 480% era prometido aos clientes que optassem investir. 

A investigação apurou que as supostas operações com opções binárias nunca existiram. Na realidade, os valores que o grupo utilizava para pagar os rendimentos prometidos vinham de outras vítimas, que sem saber, alimentavam um esquema de pirâmide financeira.

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De acordo com a investigação, em menos de um ano o grupo conseguiu movimentar cerca de R$ 70 milhões. No auge do negócio, a empresa chegou a ter 1.700 clientes. Durante o processo, aproximadamente 200 pessoas procuraram a Polícia Civil e registraram boletim de ocorrência com a alegação de terem sido vítimas do golpe.

Diversos bens dos suspeitos foram bloqueados e confiscados, como carros de luxo, terrenos e imóveis. Os integrantes chegaram a ser presos durante as investigações, mas agora respondem ao processo em liberdade. O valor dos bens sequestrados pela Justiça ultrapassa R$ 1 milhão. 

Além disso, para o processo de investigação, a pedido da Polícia Civil, o sigilo bancário dos indiciados foi quebrado pelo Poder Judiciário.

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No momento, o inquérito policial está sendo movimentado no Ministério Público, que apura a parte criminal da conduta dos suspeitos. Vítimas devem tentar ressarcimento através de advogados. 

*Estagiário sob supervisão de Bianca Bertoli.

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