O solo de Marte voltou a surpreender com uma imagem que parece saída de uma história de fantasia. O robô Curiosity, da Nasa, registrou formações rochosas com desenhos que lembram “escamas de dragão” espalhadas pela superfície do planeta vermelho.

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As marcas apareceram em imagens feitas em 13 de abril, perto da cratera Antofagasta. À primeira vista, o padrão chama atenção pelo formato curioso, mas o verdadeiro fascínio está no que ele pode revelar sobre um Marte muito diferente do atual.

Hoje seco, frio e poeirento, o planeta pode ter vivido ciclos de umidade há bilhões de anos. Por isso, cada rachadura no solo funciona como uma pista preservada no tempo.

O que são as ‘escamas de dragão’ em Marte?

As chamadas “escamas de dragão” são formações rochosas marcadas por rachaduras regulares. Esses traços criam polígonos lado a lado, como se o solo tivesse sido dividido em pequenas placas naturais.

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A Nasa descreveu o fenômeno como “polígonos em forma de colmeia”. O nome científico ajuda a explicar a aparência: são desenhos geométricos repetidos, formados por processos antigos no solo marciano.

Por que essas marcas são importantes?

Na Terra, padrões parecidos surgem em áreas onde o solo passa por ciclos de umidade e ressecamento. Quando a lama molha e seca repetidas vezes, ela sofre tensão e acaba rachando em formas geométricas.

Em Marte, a presença dessas marcas reforça a hipótese de que o planeta já teve um ambiente mais quente e úmido entre 3,6 bilhões e 3,8 bilhões de anos atrás. Esse passado aquático é uma das grandes chaves para entender sua evolução.

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Como o relevo em forma de escamas apareceu?

Com o passar do tempo, minerais mais resistentes preencheram as rachaduras antigas. Depois, o vento marciano desgastou a rocha ao redor, mas esses filetes minerais permaneceram em relevo.

O resultado é a aparência de escamas vista nas imagens do Curiosity. Assim, o que parece uma ilusão curiosa também guarda informações sobre erosão, minerais e mudanças ambientais no planeta vermelho.

Curiosity busca sinais do passado de Marte

A equipe responsável pela missão tentou investigar o interior da cratera Antofagasta, mas evitou avançar porque o fundo arenoso poderia prender o rover. Mesmo assim, as bordas da cratera ofereceram material valioso para análise.

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Com câmeras de alta precisão e instrumentos químicos, o Curiosity observou as rochas poligonais em detalhe. A expectativa é que os dados ajudem a identificar minerais e possíveis compostos orgânicos na região.