Duas pessoas foram condenadas na última quinta-feira (26) pelo Tribunal do Júri pelo assassinato do policial civil aposentado Carmelito Piragibe de Aquino, de 70 anos, em São João Batista, na Grande Florianópolis. Os réus eram a esposa do homem e o amante dela, que cometeram o crime em setembro de 2024. A decisão ainda cabe recurso.

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Conforme a denúncia da 2ª Promotoria de Justiça, o policial foi estrangulado com um fio de arame e teve o corpo queimado em uma área de mata, às margens da SC-108. Na época, a suspeita da Polícia Civil era de que o crime foi cometido porque a esposa queria dar fim à relação conturbada com o marido.

O assassinato, segundo a promotoria, teria sido premeditado entre os dois acusados que, além do crime, também atuaram juntos nas tentativas de eliminar os vestígios, como o transporte do corpo até a queima no matagal, manipulação dos veículos utilizados e o desaparecimento das imagens das câmeras da casa onde a vítima morava. Entre as provas, estão imagens do casal circulando juntos durante a madrugada, além de uma imagem que mostra a tentativa de dificultar a identificação da caminhonete usada no crime com o uso de uma fita isolante na placa.

Após a morte do policial, o casal fugiu para o Paraguai. A mulher foi presa em outubro na cidade paraguaia Salto Del Guairá, enquanto o amante dela foi encontrado em 30 de novembro em Tijucas.

Os dois foram condenados pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e adulteração de sinal identificador de veículo. O homem teve uma pena de 19 anos e três meses, além do pagamento de multa. Já a mulher recebeu pena de 18 anos e dois meses de prisão, também com pagamento de multa. Ainda segundo o MP, ela foi absolvida de uma acusação por porte de arma de fogo.

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Ambos os réus já cumpriam prisão preventiva e seguirão presos, ou seja, não terão o direito de recorrer em liberdade.