O Green River (Rio Verde) é um dos principais cursos d’água dos Estados Unidos. Estendendo-se pelos estados de Wyoming, Utah e Colorado, ele é essencial para o abastecimento e recreação dos lugares por onde passa.
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Para além de sua importância, o rio é conhecido por seu percurso inusitado. Em algumas partes de seu trajeto, a água parece “fluir morro acima”, o que contraria a lógica natural da gravidade.
Essa impressão gerou curiosidade e dúvidas de “como isso seria possível” no meio da geologia por muito tempo. A questão foi solucionada com a divulgação recente dos resultados de um estudo feito por especialistas.
Inconsistências no rio que flui para cima
O rio segue o mesmo percurso há mais de oito milhões de anos e passa por montanhas com cerca de 50 milhões de anos. Ao longo do trajeto, percorre a cordilheira Wind River, sua nascente, e foi um dos responsáveis pela formação do Cânion de Lodore.
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Essa diferença entre a idade do rio e das estruturas por onde passa fomentou questionamentos sobre possíveis mudanças geológicas que a região sofreu. Esse foi o ponto de partida para os estudos no Green River.
Investigação do fenômeno
Uma equipe de geólogos liderada por Adam Smith, da Universidade de Glasgow, realizou uma investigação profunda para constatar a relação da estrutura do trajeto com o percurso ascendente do rio.
Por meio de imagens sísmicas e modelagem de dados, os especialistas reconstituíram a evolução da região e buscaram evidências que explicassem o caminho inusitado do Green River.
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De acordo com suas pesquisas, o rio não flui para cima, mas sim o relevo de sua região, as Montanhas Uinta, foi rebaixado gradativamente, o que criou essa percepção visual curiosa.
Adaptação do trajeto
Segundo os geólogos, há evidências de que o rebaixamento ocorreu por conta de um gotejamento litosférico. Esse fenômeno se caracteriza pelo aquecimento e espessamento de uma porção da crosta, camada terrestre superficial, que afunda para o manto.
Os dados indicam que esse rebaixamento ocorreu entre dois e cinco milhões de anos atrás. Desde então, a região entrou em um processo de recuperação que modificou o seu relevo com o tempo, enquanto o rio adaptou sua trajetória a estas modificações.
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