Semanalmente a revista Veja aponta os livros mais vendidos no Brasil, separando entre de ficção, não ficção, autoajuda e esoterismo e infantojuvenil. Na lista de obras de ficção publicada nesta sexta-feira (29), há muitas novidades se comparada a semana anterior, mas também há livros que seguem entre os mais comprados por leitores. Abaixo confira os dez mais vendidos nesta semana e as respectivas sinopses.
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Veja a lista dos 10 livros de ficção mais vendidos da semana:
- A Metamorfose, Franz Kafka
- Talvez não, de Colleen Hoover
- Menina Má, de William March
- Dias perfeitos, de Raphael Montes
- A cabeça do santo, de Socorro Acioli
- Jantar secreto, de Raphael Montes
- Onde está Daisy Mason?, de Cara Hunter
- Verity, de Colleen Hoover
- Ninguém nunca vai saber, de Rose Carlyle
- A hipótese do amor, de Ali Hazelwood
Sinopse dos 10 livros de ficção mais vendidos da semana:
A Metamorfose, Franz Kafka
Um dos maiores clássicos da literatura mundial, agora em nova tradução do alemão e com mais de 90 ilustrações do artista Lourenço Mutarelli. Essa pequena novela, lançada em 1915, revolucionou a literatura e as artes. De forma agressiva, acessível e inovadora, tornou-se um dos mais importantes e difundidos textos da história.
Talvez não, de Colleen Hoover
Morando tranquilamente com os amigos Ridge e Brenann, Warren não tem do que reclamar. Até que sua paz é perturbada com a chegada de Bridgette, sua nova colega de quarto que parece ter o dom de irritá-lo. Mas será que essa irritação não esconde um sentimento mais profundo? Da autora best-seller mundial e fenômeno editorial Colleen Hoover, Talvez não é uma história inédita da envolvente série Talvez.
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Quando surge a oportunidade para Warren de ter uma colega de quarto, ele aceita sem pensar duas vezes. Afinal, essa mudança pode trazer uma emoção bem-vinda para a sua vida. Ou talvez não.
Especialmente porque essa colega é a fria e calculista Bridgette. Pelo menos é a energia que ela transmite a Warren. A tensão entre os dois é tão carregada que eles não suportam ficar no mesmo ambiente.
Mas Warren tem uma teoria sobre Bridgette: alguém que consegue odiar com tanta intensidade deve ser capaz de amar na mesma medida. E ele quer testar a teoria com ela. Será que Bridgette abrirá seu coração para Warren e finalmente aprenderá a amar? Talvez. Ou talvez não.
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Menina Má, de William March
Ou será a maldade uma espécie de semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar mesmo na mais adorável das crianças? Há 62 anos, um livro de suspense psicológico faria com que milhões de leitores discutissem apaixonadamente essa questão. Que livro era esse? MENINA MÁ, mais um clássico que a DarkSide Books desenterra para os fãs do que há de melhor, e mais sombrio, na literatura mundial. Publicado originalmente em 1954, MENINA MÁ se transformou quase imediatamente em um estrondoso sucesso. Polêmico, violento, assustador eram alguns adjetivos comuns para descrever o último e mais conhecido romance de William March. Os críticos britânicos consideraram o livro “apavorantemente bom”. Ernest Hemingway se declarou um fã. Em menos de um ano, MENINA MÁ ganharia uma montagem nos palcos da Broadway e, em 1956, uma adaptação ao cinema indicada a quatro prêmios Oscar, incluindo o de melhor atriz para a menina Patty McComarck, que interpretou Rhoda Penmark.
Rhoda, a pequena malvada do título, é uma linda garotinha de 8 anos de idade. Mas quem vê a carinha de anjo, não suspeita do que ela é capaz. Seria ela a responsável pela morte de um coleguinha da escola? A indiferença da menina faz com que sua mãe, Christine, comece a investigar sobre crimes e psicopatas. Aos poucos, Christine consegue desvendar segredos terríveis sobre sua filha, e sobre o seu próprio passado também.
Dias perfeitos, de Raphael Montes
O protagonista do livro é Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia. Num churrasco a que vai com a mãe contrariado, Téo conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Clarice está escrevendo um road movie de nome “Dias perfeitos”. O texto ainda está cru, mas ela já sabe a história que quer contar: as desventuras de três amigas que viajam de carro pelo país em busca de experiências amorosas.
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Téo fica viciado em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente. Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema: desfere um golpe na cabeça dela e, ato contínuo, sequestra a garota. Elabora então um plano para conquistá-la: coloca-a sedada no banco carona de seu carro e inicia uma viagem pelas estradas do Rio de Janeiro – a mesma viagem feita pelas personagens do roteiro de Clarice. Passando por cenários oníricos, entre os quais um chalé em Teresópolis administrado por anões e uma praia deserta e paradisíaca em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita: Téo a obriga a escrever a seu lado e está pronto para sedá-la ou prendê-la à menor tentativa de resistência. Clarice oscila entre momentos de desespero e resignação, nos quais corresponde aos delírios conjugais de seu sequestrador. O efeito é tão mais perturbador quanto maior a naturalidade de Téo. Ele fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas decisões com lógica impecável.
A cabeça do santo, de Socorro Acioli
Pouco antes de morrer, a mãe de Samuel lhe faz um último pedido: que ele vá encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Mesmo contrariado, o rapaz cumpre a promessa e faz a pé o caminho de Juazeiro do Norte até a pequena cidade de Candeia, sofrendo todas as agruras do sol impiedoso do sertão do Ceará.
Ao chegar àquela cidade quase fantasma, ele encontra abrigo num lugar curioso: a cabeça oca e gigantesca de uma estátua inacabada de santo Antônio, que jazia separada do resto do corpo. Mas as estranhezas não param aí: Samuel começa a escutar uma confusão de vozes femininas apenas quando está dentro da cabeça. Assustado, se dá conta de que aquilo são as preces que as mulheres fazem ao santo falando de amor.
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Seu primeiro contato na cidade será com Francisco, um rapaz de quem logo fica amigo e que resolve ajudá-lo a explorar comercialmente o seu dom da escuta, promovendo casamentos e outras artimanhas amorosas. Antes parada no tempo, a cidade aos poucos volta à vida, à medida que vai sendo tomada por fiéis de todos os cantos, atraídos pelo poder inaudito de Samuel. Em meio a esse tumulto, ele ainda irá se apaixonar por uma voz misteriosa que se destaca entre as tantas outras que ecoam na cabeça do santo.
Jantar secreto, de Raphael Montes
Um grupo de jovens deixa uma pequena cidade no Paraná para viver no Rio de Janeiro. Eles alugam um apartamento em Copacabana e fazem o possível para pagar a faculdade e manter vivos seus sonhos de sucesso na capital fluminense. Mas o dinheiro está curto e o aluguel está vencido. Para sair do buraco e manter o apartamento, os amigos adotam uma estratégia heterodoxa: arrecadar fundos por meio de jantares secretos, divulgados pela internet para uma clientela exclusiva da elite carioca.
A partir daí, eles se envolvem em uma espiral de crimes, descobrem uma rede de contrabando de corpos, matadouros clandestinos e grã-finos excêntricos, e levam ao limite uma índole perversa que jamais imaginaram existir em cada um deles.
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Onde está Daisy Mason?, de Cara Hunter
Ontem à noite, Daisy Mason, uma garotinha de 8 anos, desapareceu de uma festa de família. Ninguém naquela discreta e silenciosa rua residencial viu nada ― ao menos é o que estão dizendo. Mas como é possível uma criança desaparecer sem deixar rastros?
O detetive Adam Fawley precisa manter a mente aberta e desconfiar de cada ação suspeita. No entanto, ele sabe que, em cada dez casos como este, nove revelam que o culpado é alguém que a vítima conhece. Isso significa que alguém está mentindo… e que, para Daisy, o tempo está se esgotando.
Verity, de Colleen Hoover
Verity Crawford é a autora best-seller por trás de uma série de sucesso. Ela está no auge de sua carreira, aclamada pela crítica e pelo público, no entanto, um súbito e terrível acidente acaba interrompendo suas atividades, deixando-a sem condições de concluir a história… E é nessa complexa circunstância que surge Lowen Ashleigh, uma escritora à beira da falência convidada a escrever, sob um pseudônimo, os três livros restantes da já consolidada série.
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Para que consiga entender melhor o processo criativo de Verity com relação aos livros publicados e, ainda, tentar descobrir seus possíveis planos para os próximos, Lowen decide passar alguns dias na casa dos Crawford, imersa no caótico escritório de Verity – e, lá, encontra uma espécie de autobiografia onde a escritora narra os fatos acontecidos desde o dia em que conhece Jeremy, seu marido, até os instantes imediatamente anteriores a seu acidente – incluindo sua perspectiva sobre as tragédias ocorridas às filhas do casal.
Quanto mais o tempo passa, mais Lowen se percebe envolvida em uma confusa rede de mentiras e segredos, e, lentamente, adquire sua própria posição no jogo psicológico que rodeia aquela casa. Emocional e fisicamente atraída por Jeremy, ela precisa decidir: expor uma versão que nem ele conhece sobre a própria esposa ou manter o sigilo dos escritos de Verity?
Ninguém nunca vai saber, de Rose Carlyle
Eles são o casal perfeito. Eles têm o esconderijo perfeito. Tudo o que eles precisam é da vítima perfeita. Eve Sylvester se vê completamente desamparada após perder o namorado em um trágico acidente de carro. Grávida e sem qualquer respaldo financeiro, ela aceita a proposta de ser a babá do filho de um rico casal que vive em uma isolada e paradisíaca ilha na costa da Tasmânia.
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A oferta tentadora vem acompanhada de um estranho pedido: não fale com ninguém sobre o trabalho. Julia e Cristopher Hygate são conhecidos por serem bastante discretos, e preferem que os funcionários sigam o mesmo perfil reservado, quase como se não existissem. E é por isso que Eve é a candidata ideal para a função. A jovem não possui nenhum parente vivo e há muito tempo não tem contato com os amigos. E, o mais importante, ela está grávida.
Para a garota, o emprego é bom demais para ser verdade. Porém, ela não pode deixar de se perguntar por qual motivo os Hygate contratariam alguém sem experiência profissional e ainda mais grávida? Mas já é tarde demais para fazer perguntas. Conforme Eve se infiltra na vida do casal, ela percebe que a intenção de Julia e Cristopher esconde muito mais do que aparenta. E que, se alguma coisa acontecer com ela, ninguém nunca vai saber.
A hipótese do amor, de Ali Hazelwood
Olive Smith, aluna do doutorado em Biologia da Universidade Stanford, acredita na ciência – não em algo incontrolável como o amor. Depois de sair algumas vezes com Jeremy, ela percebe que sua melhor amiga gosta dele e decide juntá-los. Para mostrar que está feliz com essa escolha, Olive precisa ser convincente: afinal, cientistas exigem provas.
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Sem muitas opções, ela resolve inventar um namoro de mentira e, num momento de pânico, beija o primeiro homem que vê pela frente. O problema é que esse homem é Adam Carlsen, um jovem professor de prestígio – conhecido por levar os alunos às lágrimas. Por isso, Olive fica chocada quando o tirano dos laboratórios concorda em levar adiante a farsa e fingir ser seu namorado.
De repente, seu pequeno experimento parece perigosamente próximo da combustão e aquela pequena possibilidade científica, que era apenas uma hipótese sobre o amor, transforma-se em algo totalmente inesperado.
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