O Estádio Azteca, na Cidade do México, é um dos estádios mais venerados no futebol mundial. Inaugurado em 29 de maio de 1966, a arena é a maior e tem sido a casa da Seleção Mexicana, bem como dos tradicionais clubes Club América e Cruz Azul. O estádio, também conhecido como o “Colosso de Santa Úrsula” devido ao bairro onde está localizado, foi construído para ser um grande monumento ao orgulho nacional.
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Veja novas fotos da reforma do estádio Azteca, palco da abertura da Copa do Mundo 2026
A construção do Azteca foi um grande projeto de engenharia e arquitetura na época. Pedro Ramírez Vázquez e Rafael Mijares, arquitetos do projeto original, planejaram uma audiência de mais de 100 mil pessoas
O estádio já tinha um lugar nas Copas do Mundo antes de ser oficialmente estabelecido. Apenas dois anos após sua abertura, o Azteca foi escolhido como um dos principais locais para os jogos de futebol dos Jogos Olímpicos de Verão de 1968. Essa primeira experiência ajudou o México e a sua principal arena a estabelecer a confiança dos fãs de esportes do mundo e preparou o palco para os próximos 20 anos.
O maior ponto de virada, no entanto, veio com sua brilhante participação na Copa do Mundo de 1970. O Estádio Azteca foi o coração daquele torneio e sediou dez partidas e a inesquecível grande final entre Brasil e Itália.
Naquele campo, o mundo foi verdadeiramente consagrado a Pelé e à seleção brasileira, que venceu por 4 a 1 e encantou o mundo com um grande futebol, transformando o “Colosso” no palco principal do que é considerado a melhor Copa do Mundo de todos os tempos.
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Após o sucesso de 1970, o Azteca continuou sediando eventos de estatura continental e mundial ao longo da década seguinte. O local sediou os Jogos Pan-Americanos de 1975 e o Campeonato Mundial Juvenil da FIFA de 1983.
A glória internacional mais uma vez sorriu para o gigante mexicano com sua participação na Copa do Mundo de 1986, pois foi o primeiro estádio do planeta a sediar duas finais de Copa do Mundo. Esta edição foi imortalizada pelas brilhantes atuações de Diego Maradona, especialmente no duelo histórico contra a Inglaterra, onde a estrela argentina marcou o controverso gol da “Mão de Deus” e o deslumbrante “Gol do Século”. A Argentina venceu por três a dois contra a Alemanha Ocidental novamente, e o nome do Azteca está gravado para sempre.
Nas décadas seguintes, o estádio expandiu ainda mais seu legado e provou ser um estádio multiuso de muito sucesso. Além de sediar a final da Copa das Confederações de 1999 (o México venceu o Brasil na final), o Azteca quebrou recordes da NFL ao sediar jogos oficiais de futebol americano e foi palco de lutas de boxe, eventos religiosos, performances musicais e até o funeral do comediante Roberto Bolaños. Embora a modernização tenha levado a uma redução da capacidade do estádio para cerca de 87.000 para maior conforto nos últimos anos, sua aura ainda é forte.
Ao mesmo tempo, o estádio está se preparando para realizar um feito inédito com sua participação na Copa do Mundo de 2026: México, EUA e Canadá organizarão este evento. O icônico “Colosso de Santa Úrsula” foi a melhor escolha para a cerimônia de abertura e o jogo de abertura do torneio, e cinco jogos no total. O Azteca fará história novamente e será o primeiro e único estádio a participar de três edições diferentes da Copa do Mundo da FIFA, e será a ponte entre as eras de Pelé, Maradona e a próxima geração.
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