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    Estátua na Beira-Mar de Florianópolis homenageia e simboliza animais abandonados

    Cão Harry foi adotado na rua e era conhecido na região central da ilha

    21/08/2020 - 15h31 - Atualizada em: 21/08/2020 - 15h53

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    Jean
    Por Jean Laurindo
    Lucas
    Por Lucas Paraizo
    Estátua Cão harry
    Harry adorava o trapiche da Beira-Mar e sempre carregava uma bolinha
    (Foto: )

    Uma escultura construída na região do trapiche, na Avenida Beira-Mar Norte, vai simbolizar animais abandonados de Florianópolis que esperam por adoção.

    O monumento consiste em um banco com uma estátua do cão Harry, acompanhado por uma bolinha. Uma placa instalada ao lado da escultura explica a história: Harry era um vira-lata que viveu nas ruas de Florianópolis até ser adotado. Ele gostava de passear na região do trapiche e era conhecido como o "cachorro da bolinha".

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    A obra foi encomendada como uma forma de homenagem pela dona do cãozinho. Ele morreu no ano passado, com 19 anos de vida. O monumento foi doado ao município e autorizado pelo Instituto de Pesquisa e Patrimônio Urbano de Florianópolis (Ipuf).

    A história foi divulgada esta semana no Twitter do prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, que elogiou a iniciativa e escreveu:

    “A escultura de Harry permanecerá por muito tempo em um dos principais pontos da cidade para nos lembrar todos os dias da importância da adoção”.

    Cãozinho famoso na Beira-Mar

    Harry passeava todos os dias na Beira-Mar, tinha um espaço favorito no trapiche e até conta na barraquinha de água de côco. A professora Cristiane Neder adotou o cão em 2000, quando veio de São Paulo para Florianópolis. Primeiro morava na Vargem do Bom Jesus, e depois na Rua Desembargador Arno Hoeschl, perto da Beira-Mar.

    - O Harry sempre amou a Beira-Mar, eu levava ele para passear lá três vezes por dia. Ele amava o trapiche porque tinha os pescadores, e eles jogavam a tarrafa e ele ficava de um lado para o outro correndo vendo os peixes pulando. Ele tinha uma grande simpatia pelo mar, sentava nos degrauzinhos do trapiche e ficava olhando o mar como se fosse uma pessoa - lembra Cristiane.

    Nos últimos anos os dois estavam morando em Minas Gerais, mas a professora mantém os imóveis em Florianópolis e voltava para a ilha com Harry sempre que possível. A ideia da estátua não foi apenas para homenagear o cão que fez tantos amigos no Centro de Florianópolis, mas também destacar a importância da adoção.

    - Eu choro toda vez que eu vou no trapiche, porque eu lembro dele correndo lá. Deitadinho no degrau preferido dele, é como se o latido dele ainda estivesse vivo. Ele não era só o meu cachorro, era o meu filhinho - conta a professora, que pretende transformar a história de Harry em livro e filme.

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