Cerca de 12 cidades do Meio-Oeste e da Serra catarinense decretaram situação de emergência após sofrerem com a falta de chuva. Segundo a Defesa Civil, os pedidos ainda serão avaliados. Algumas cidades já somam mais de R$ 100 milhões em prejuízo no campo após a queda da produtividade nas lavouras.

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A estiagem no começo deste ano nas regiões prejudicou as culturas de soja, milho e feijão, principalmente, obrigando as prefeituras a decretarem situação de emergência. Os dados desse prejuízo causado pela estiagem foram contabilizados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

Até o momento, quatro cidades somam perdas milionárias. Em Campo Belo do Sul, a produção de milho teve uma perda de 37%, o feijão de 40% e a soja plantada em 14 mil hectares, teve uma perda de 50%. Ao todo, o prejuízo é de R$ 45 milhões.

— Durante o dia 6 de janeiro até o final do mês de fevereiro, praticamente não houve nenhuma chuva no município. Isso levou à perda significativa das lavouras de soja, milho e feijão. É uma das piores estiagens que o município está sofrendo nos últimos anos — afirmou o prefeito do município, Célio Pereira.

O decreto de emergência foi encaminhado nesta terça-feira (10) ao governo do Estado. De acordo com o prefeito, muitas residências no interior já estão sendo abastecidas com caminhão-pipa devido à falta de chuva na região.

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Anita Garibaldi também sofreu um prejuízo que chega a R$ 25 milhões. Na cidade, o milho foi a produção mais atingida, 60% da produção comprometida. Em Cerro Negro, o feijão teve uma perda de 50% e o total do prejuízo é de R$ 30 milhões.

Cidades decretam situação de emergência

Campos Novos também registrou perdas devido à estiagem que soma mais R$ 47 milhões. O levantamento feito pela prefeitura da cidade mostra que cerca de 5,5 mil hectares de lavouras foram atingidos, principalmente de soja, milho e feijão.

Além disso, aproximadamente 7 mil hectares de áreas de pastagem e silagem também sofreram impactos devido à falta de chuvas. A cidade decretou situação de emergência e a prefeitura segue acompanhando e monitorando os impactos da estiagem no município.

A prefeitura de Capão Alto também decretou situação de emergência. Até o dia 26 de fevereiro, o prejuízo nas atividades agropecuárias somavam mais de R$ 21 milhões, atingindo lavouras de soja, milho, feijão, abóbora moranga e pecuária leiteira, conforme levantamento técnico da prefeitura. O abastecimento de água também foi comprometido na região.

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