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Sem chuva

Estiagem em SC: Estado faz apelo por economia de água

Santa Catarina passa pela pior estiagem desde 2006

29/04/2020 - 13h28 - Atualizada em: 29/04/2020 - 14h11

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Mateus
Por Mateus Boaventura
Apelo por economia de água foi feito em coletiva
Apelo por economia de água foi feito em coletiva
(Foto: )

Santa Catarina enfrenta a pior estiagem desde 2006 e a partir de agora muda o discurso para combater o problema. Se antes o uso consciente da água era uma recomendação, agora o pedido é incisivo: economize! O Estado autorizou prefeituras a conter desperdício para enfrentar a crise. Florianópolis vai publicar um decreto nesta quarta-feira (29).

Na sede da Defesa Civil do Estado, nesta quarta, o cenário hídrico foi apresentado em coletiva de imprensa pela Secretaria Executiva do Meio Ambiente, Casan e Epagri/Ciram. Este último órgão mostrou os números do déficit de chuvas no últimos meses, que chega a 612 mm no Oeste e na Serra. A perspectiva ainda é ruim para chuvas em maio. Elas devem acontecer na primeira quinzena, mas não serão bem distribuídas.

A Casan deu um panorama geral das principais cidades com problemas de abastecimento: São Miguel do Oeste, São Joaquim e Barra Velha. Há também uma alta preocupação na Grande Florianópolis, mas o abastecimento ainda normal. O consumo é alto e a companhia passa da fase de pedir uso consciente para apelar à economia.

A Secretaria Executiva do Meio Ambiente reforçou o decreto que estimula as prefeituras a fiscalizarem e agirem contra quem ainda usa mangueira para lavar carro, calçadas, casas, telhado, e molhar plantas.

Participaram da coletiva os engenheiros Fábio Krieger e Guilherme Campos, da Casan, a meteorologista Maria Laura Rodrigues, da Epagri/Ciram, e o secretário executivo de meio Ambiente, Leonardo Ferreira.

Florianópolis

A Prefeitura de Florianópolis vai publicar decreto nesta quarta-feira proibindo o uso não essencial da água no âmbito municipal. A medida visa garantir o abastecimento da cidade durante a estiagem.

A partir desta quinta estão proibidas as lavagens de fachadas, calçadas, pisos, muros e veículos com o uso de mangueiras. Além disso, irrigação de gramados e jardins, resfriamento de telhados com umectação e umectação de vias públicas, exceto quando a fonte for o reuso de águas residuais tratadas. O decreto também vai excetuar casos de saúde pública, quando é necessário que o poder público ou parceiros façam a lavagem para combater o novo coronavírus.

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