Um vídeo produzido pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) mostra como diferentes animais enxergam o mundo e explica por que algumas mulheres podem ver até 100 vezes mais cores do que a maioria das pessoas. A animação integra a série Cientificamente Falando e detalha, de forma didática, como funciona a percepção das cores nos seres vivos.

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Produzida pela Agência de Comunicação da UFSC (Agecom), a série faz parte de um projeto que explica conceitos científicos com linguagem acessível, utilizando animações e referências ao cotidiano e à cultura pop para aproximar a ciência do público.

Cromossomo faz mulheres verem 100 vezes mais cores que homens

A produção explica que algumas mulheres podem enxergar mais cores do que os homens. A explicação está no funcionamento da retina. Os olhos possuem dois tipos principais de células fotorreceptoras: os bastonetes, responsáveis por identificar a intensidade da luz, e os cones, que permitem distinguir as cores. Os seres humanos normalmente possuem três tipos de cones, suficientes para perceber cerca de um milhão de cores.

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No entanto, uma pequena parcela da população pode apresentar uma condição chamada tetracromatismo. Nesses casos, a pessoa possui um quarto tipo de cone na retina, ampliando significativamente a capacidade de distinguir tonalidades.

Tetracromatismo é mais comum em mulheres

Segundo o vídeo, essa característica ocorre quase exclusivamente em mulheres nascidas com dois cromossomos X. Isso acontece porque os genes responsáveis pelos pigmentos dos cones vermelho e verde estão localizados no cromossomo X.

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Quando há pequenas diferenças entre esses genes em cada um dos cromossomos, algumas mulheres podem desenvolver um quarto tipo funcional de cone, aumentando a percepção das cores. Com isso, enquanto a maioria das pessoas enxerga aproximadamente um milhão de cores, mulheres tetracromatas podem distinguir cerca de 100 milhões de tonalidades diferentes.

Como outros seres vivos enxergam o mundo

Além das diferenças entre homens e mulheres, o vídeo destaca que muitos animais conseguem perceber partes do espectro luminoso invisíveis para os seres humanos. Abelhas, por exemplo, enxergam luz ultravioleta; serpentes e alguns anfíbios conseguem detectar o infravermelho; e sépias são capazes de perceber a polarização da luz.

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Segundo o episódio, a visão humana está longe de ser a mais completa da natureza. Enquanto cães enxergam menos cores que os humanos, por possuírem apenas dois tipos de células responsáveis por identificar diferentes frequências de luz, aves e tartarugas contam com quatro tipos de cones e conseguem perceber uma variedade muito maior de cores.

Há, ainda, espécies com capacidades mais impressionantes, como a lagosta-boxeadora, que possui pelo menos 15 tipos de cones e enxerga milhões de cores além da percepção humana.

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Veja fotos comparando as visões dos animais

Veja como os seres vivos percebem o mundo