A família de duas crianças de 7 e 10 anos, vítimas de um estupro coletivo na zona leste de São Paulo, soube do crime por meio de vídeos que circulavam nas redes sociais. Segundo a Polícia Civil, os envolvidos foram identificados, sendo quatro adolescentes e um maior de idade. Três já foram apreendidos e um homem, de 21 anos, foi preso nesta segunda-feira (4) na Bahia.
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O caso foi registrado no dia 21 de abril, contudo, só chegou ao conhecimento das autoridades no dia 24 de abril, três dias após o crime, depois que a irmã de uma das vítimas viu imagens do abuso circulando nas redes sociais e procurou a delegacia para registrar a denúncia.
De acordo com a Polícia Civil, os agressores conheciam as crianças e atraíram as vítimas com um convite para empinar pipa antes do crime.
— Eles eram vizinhos e as crianças tinham confiança neles. Chamaram pra soltar pipa. Eles foram atraídos para esse imóvel porque falaram: “vamos soltar pipa, aqui tem uma linha” — disse a delegada Janaína da Silva Dziadowczyk.
Ainda conforme a delegada, as vítimas eram pressionadas para não procurar a polícia.
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— As vítimas estavam sendo pressionadas para não registrarem boletim de ocorrência na delegacia. Embora estivesse circulando na internet, a família não havia registrado queixa.
A delegada afirmou ainda que a irmã que fez a denúncia não morava mais com a mãe das vítimas e identificou o irmão ao ver o vídeo nas redes sociais.
Homem de 21 anos foi preso
Ainda conforme a Polícia Civil, o homem preso na Bahia teria iniciado as gravações do crime. Ele filmou a cena no próprio celular e depois repassou o vídeo a amigos por WhatsApp. As imagens passaram a circular nas redes sociais.
— No primeiro momento a gente tinha a prioridade de identificar os agressores. No segundo momento vamos atrás para saber quem divulgou essas imagens — disse o delegado Júlio Geraldo, titular do 63º DP.
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Como estão as vítimas?
Depois da identificação das vítimas, o Conselho Tutelar passou a acompanhar o caso através da rede de proteção. As crianças receberam atendimento e foram encaminhadas a um hospital de referência. As famílias também foram acolhidas por serviços sociais.
Uma das vítimas, de 10 anos, foi levada para um equipamento da prefeitura, com a família. A outra, de 7 anos, foi para outro município, onde ficará sob cuidado do pai, com acompanhamento do Conselho Tutelar. O local não é divulgado por proteção das vítimas, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
O que diz a defesa das famílias
As advogadas Nathália Vieira, Fernanda Rosa, Maria Eduarda Ferrari e Eloa Romeiro, que representam a família de uma das vítimas, disseram em nota enviada ao g1 que a “família está sendo devidamente respaldada em todos os âmbitos necessários, recebendo o suporte jurídico e acompanhamento integral diante dos fatos ocorridos.”
“Ressaltamos que serão adotadas todas as medidas cabíveis para a devida responsabilização dos envolvidos, com atuação firme e contínua junto às autoridades competentes. A defesa acompanhará de perto o andamento do inquérito policial, bem como adotará as providências necessárias na futura ação penal, a fim de assegurar que a justiça seja plenamente alcançada.”
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*Com informações do g1

