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    Crimes de ódio

    Evento on-line do Icom sobre combate ao preconceito sofre ataque virtual racista

    Quatro participantes entraram no meio da transmissão do Icom e exibiram vídeos obscenos, mensagens misóginas e exibição de uma suástica

    12/06/2020 - 13h16

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    Por Jean Laurindo
    Icom divulgou nota detalhando o caso e informando que tomará providências jurídicas
    Icom divulgou nota detalhando o caso e informando que tomará providências jurídicas
    (Foto: )

    Uma professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) denuncia ter sofrido um ataque nazista, misógino e racista enquanto promovia um debate sobre racismo com outros participantes na plataforma on-line Zoom. O evento foi promovido pelo Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom) na quarta-feira (10).

    A professora Lia Vainer Schucman, do Departamento de Psicologia da UFSC, conduzia normalmente a palestra on-line intitulada “Que tipo de práticas antirracistas podem ser adotadas pela sociedade civil organizada?” quando foi interrompida pela entrada de quatro integrantes, que passaram a colocar na tela mensagens misóginas, vídeos de cabeças sendo cortadas, imagens obscenas de atentado ao pudor e uma suástica.

    O Icom registrou um boletim de ocorrência ainda na noite de quarta-feira e pretende tomar providências legais, como comunicação ao Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC). “Racismo e apologia ao nazismo são crimes. Rapidamente, a equipe do Icom conseguiu remover perfis envolvidos na ação e retomar o evento, que foi gravado. A invasão com propagação de mensagem criminosa será denunciada formalmente às autoridades responsáveis pela investigação destes casos, assim como à plataforma Zoom”, escreveu o Icom em sua página no Facebook.

    O Icom informou que informou sobre o caso também para alertar outras pessoas e organizações que façam uso de plataformas on-line para a divulgação de cursos, palestras e debates.

    Ataques racistas também são registrados em eventos de outras universidades

    Ataques cibernéticos semelhantes ao sofrido no evento do Icom já ocorreram com outras universidades brasileiras durante debates relacionados às questões raciais e de gênero. Já ouve registros de situações desse tipo eventos da Unicamp, UFRJ e UFMT.

    Nessa quinta-feira (11), um ciclo de palestras on-line promovido pela UFMT foi invadido por pessoas com gritos, xingamentos e projeção de vídeos pornográficos. O evento também tinha o continente africano como um dos objetos de estudo da palestra.

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